Vista Da Cidade


Lucão!

Eu sou muito sortuda nessa vida de conhecer pessoas como o Lucão, meu amigo.

Ele passou a faculdade inteira criticando minhas roupas, meu cabelo, minha letra, minha voz, meu pé e o que mais tivesse para criticar. Foi só a gente formar que ele passou a elogiar tudo que eu fazia, tanto que a gente começou a desconfiar. E concluímos: é uma fase. E em todas as fases ele é amigão e divertido demais.

Foi meu colega de faculdade, de teatro (o curto tempo que fiz), meu companheiro de cineminhas gratuitos, de caminhadas na praça e passeios de carro com o som no talo... Amigão de dar o ombro pra gente dormir no final das festas e depois reclamar a semana inteira disso. Amigão de fazer cara de nojo, mas segurar o cabelo de quem passa mal. Amigão de fazer convite de aniversário, tirar fotos lindas, contratar quando a gente precisa de emprego, chamar pra almoçar nos lugares mais baratos do mundo e transformar isso no melhor programa do dia. Amigão de xingar sempre que a gente chorava na frente dele e de fingir que não chora nunca. É ele que sempre fica com os restos dos nossos sanduíches gigantes e depois inventa regimes coletivos. “Didi, vamos almoçar no Lighthouse family?”, dizia se referindo ao restaurante “Light Life”!

Um fotógrafo-designer-diretor de arte digno dos melhores prêmios da área. Uma pessoa que olha pra tudo que faz como se fosse um filho. E faz todo mundo olhar pra ele como se fosse um irmão. Por isso acumula milhares de amigos por todas as partes que vai (isso vale para o mundo in-tei-ro). O Lucas não tem preconceito com nada além de pés e gosta de todo tipo de gente, despeja o pó de pirilimpimpim e todo mundo apaixona por ele.

 

Lucas, você está lendo isto? Este é seu presente de aniversário, já que não encontrei o all star bege tamanho 41 que pediu pra gente te dar “de surpresa” !

O Lucão é mais que especial na vida de todo mundo. Ele é o amigão que eu sempre pedi a Deus!

 



por Didi às 13h28



Saudade...

Hoje não tive notícias boas. Minhas colegas do Direito ligaram (e sempre atendo animada) e contaram que meu professor de Introdução ao Estudo do Processo, José Alencar, havia sofrido um acidente. Pior, havia falecido... Recordei na hora que sempre falávamos pra ele tomar cuidado com aquela estrada. Eram avisos em tom de brincadeira, mas era sério. Ele trabalhava aqui em BH como professor e advogado e em Conselheiro Lafayette como professor. Ia e voltava altas horas da noite, e já não era mais um rapaz. Tinha uma filha jornalista que decidira fazer Direito. Sonhava em ser professor dela e a gente aplaudia o empenho. Dava as aulas com gosto, fazia a própria apostila e ria da nossa juventude ainda tão ingênua com o Direito.


Foi um professor adorável. Tanto que, em homenagem aos conselhos enológicos que nos oferecia como extras em sala de aula, resolvi brindar-lhe com uma garrafa de vinho no último dia de aula do semestre passado (não, eu não precisava de pontos extras, não com ele), e foi grande minha surpresa quando vi que mais uma porção de colegas tivera a mesma idéia. Ele gostava do vinho Dom José, que coincide com seu nome de escritor romântico e vice-presidente.


Um homem sonhador, bom profissional, divertido e paciente. Certa vez, olhamos para os sapatos dele e vimos uma ponta de tecido verde na barra da calça. “Professor, o senhor está de pijama por baixo?”, perguntei ao final da aula. “Claro, ué, assim eu poupo tempo quando chegar em casa”, respondeu sem problemas.


Hoje, depois da triste notícia, me apeteceu ouvir “Adios, nonino”, uma música que o compositor argentino Piazzolla fez para o pai, depois de saber de seu falecimento. “Adios, nonino” significa “Adeus, vozinho”, o que nesse dia também combina com “Adeus, querido professor”.




Ps. O mesmo texto está em www.direitoelegal.wordpress.com

por Didi às 21h29



Propagandas

Amanhã começa o Fórum Internacional de Dança aqui em BH. O site com as informações e endereços é o www.fid.com.br. O que mais me atraiu na novidade (que já está em sua 11ª edição) é o preço: 2 reais inteira e um real a meia para quem fizer muita questão de comprar um pastel e um refri com o troco!
O Fórum não é só fórum, tem diversas apresentações, o maior número até hoje. Então, acho que vale a pena pra quem tiver um tempinho.

O problema de assistir show de dança é que dá uma vontade enorme de dançar... e a gente tem que ficar lá, sentadinha, quietinha, assistindo só. Eu vivo o mesmo problema quando assisto filmes de karatê e kung fu, embora não saiba nenhuma das artes (por enquanto...).



Ps. Montei um blog novo. Chama "Direito é Legal". Ele não tem fins lucrativos (por enquanto... ahaha!) e nem tão educativos (eu tento). Na verdade, é só uma vontade de escrever o que acho de bom nesse curso que tanta gente fala mal. Se por um lado eu entendo, por outro não, afinal, Direito é legal!



por Didi às 22h15



Pra não dizer que não falei dos cães

Reza a lenda que são os cachorros que escolhem os donos. Comigo foi mais ou menos assim. O Peter chorava no mercado central enquanto eu procurava uma banca para comprar chocolates para os alunos (tá, e pra mim também!). Passei por ele e dava pra ouvir os gritos do cachorro exposto numa gaiola imunda e tentando incessantemente cavar um buraco para sair. O Mercado Central pode ser muito bom para comprar comida, levar os amigos para beber e conhecer um pouco do artesanato de Minas, mas é reconhecidamente o pior lugar da cidade para um animal, já que é o principal foco de doenças que atacam principalmente cães e gatos. Lembrei-me disso e pensei em tirá-lo de lá só pra tentar salvá-lo da morte tão fugaz.

Perguntei o preço e era o dobro do que eu tinha na carteira. Pedi um desconto. E, pela primeira vez na vida, consegui. O moço me deu o Peter no colo e ele chorava igual criança. Sujinho, sujinho e lembrei daquela música que todo fã de Los Hermanos tem guardada a versão: “Eu vou tirar você desse lugar, eu vou levar você pra ficar comigo e não me interessa o que os outros vão pensar”. Mas logo depois, alguma coisa chamada sensatez recomendou que eu deixasse o filhotinho de boxer com basset-hound com a minha amiga Sarah que mora em casa e já teve duas boxers (Adda e Samantha). Liguei pra ela e a resposta “Di, sem chances, não posso aceitar agora”. Liguei pra mais algumas amigas e nada. Ele tinha que ser meu e, por mim, tudo bem. Mas não moro sozinha.

Chegando em casa com a caixa, perguntei de longe pra minha mãe se ela me amava incondicionalmente. “Claro que sim!”, a simpatia! Insisti na questão “Acima de tudo?” e ela foi desconfiando. Logo que viu a caixa já fechou a cara, o mesmo fez meu pai. Peguei o Peter pra dar um banho e o caldo saía preto. Ele magrinho, sujo, cheio de pulgas. O que faltava? Estar doente. E estava. Teve uma crise tosse que não me deixava dormir e a culpa crescia quando via que não era só eu de humana que não estava dormindo na casa. Ofereci ele para minha colega de trabalho e quando o peguei no colo para mostrar pra moça, ela exclamou “Ah, Di... mas ele já te escolheu”. E a crise de tosse virou suspeita de cinomose, uma doença mortal e horrível. Claro, o mercado central... Fizeram exames. E o resultado veio que ele estava no nível 3. O pior nível era o 4. Nesse ponto, a gente nem podia doá-lo mais. Estava condenado, tadinho. Fomos cuidando com carinho. Saímos do veterinário chato e fomos para a Dra. Camila da Entre Cães e Gatos que é ótima e ama cachorros.

Um mês depois, novo exame e, surpresa, ele estava ótimo. Vira-latas são mais resistentes, isso é verdade! Poderíamos doá-lo agora. Mas aquelas pessoas de cara fechado quando ele apareceu, agora amavam o Peter como membro da família.

Foi a vez de começar a passear com ele, perder dois quilos, fazer amizades com outros donos de cães, ser entrevistada e aparecer no Estado de Minas por conta disso, conseguir emprego por conta de amizades do grupo, comprar coleira, ensinar a sentar, ser acordada todo dia às 6 da manhã com lambidas no rosto, encontrar queijo enterrado no sofá, pedir desculpas pras visitas por conta da libido do cachorro, contratar adestrador pelo mesmo motivo e... o Peter aparece com uma manchinha no nariz. “É leishmaniose”, constatou uma médica de humanos. Eu me recusava a acreditar, mas doía profundamente a idéia. Mais uma vez, o exame e a espera pelo resultado que só chegaria depois do feriado. Nessas horas, a gente lembra do quanto esses amigos são importantes e o quanto a vida seria bem mais chata sem eles. Sabe quando passa um filme com trilha sonora e câmera lenta da sua vida com o cachorro? Aconteceu isso na minha cabeça que insistia em cantar Roberto Carlos... “Eu tenho tanto, pra lhe falar, mas com palavras não sei dizer...”.

Tanto cuidado que a gente tomava pra ele não ser picado por aquele maldito mosquito, e agora essa suspeita... Coleira Scalibur, Pulvex, Defendog...

Ontem a Dra. Camila me ligou no final da tarde. Resultado negativo. E negativo é uma coisa muito positiva pra quem espera o resultado de um exame.

Deu certo. O Peter que tanto queria ficar com a gente, vai ficar por muito tempo. Se depender de mim, pra sempre.

 

 

 

 

Ps. Hoje, a Leishmaniose tem tido tratamentos de sucesso. Uma amiga descobriu na cachorrinha dela e está tendo resultados muito positivos, inclusive os exames da cachorrinha estão praticamente iguais de um cão normal. Se quiser saber mais, escreva para vistadacidade@yahoo.com.br

 

Ps2. Continuamos na luta para arrumar donos para diversos filhotinhos de vira-lata. Caso queira um, é o mesmo e-mail acima!

 



por Didi às 17h42



Dia de ação dos blogs

Como hoje é o dia de falar do meio ambiente. E este blog não tem um assunto específico (ou seja, uma linha editorial), vamos falar sobre o que todo mundo pode fazer para ajudar a salvar o planeta (aposto que essa abordagem será igual de mais um monte de gente, mas tudo bem).

 

1)    Aquecimento solar. Funciona mesmo e te poupa dinheiro.

2)    Tire tudo do stand by.

3)    Use a água suja do seu cachorro (aquele restinho da tijela) para molhar as plantas da sua casa.

4)    Tenha plantas na sua casa, mas mantenha o pratinho delas cheio de borra de café (coisa que você já ia jogar fora mesmo) para evitar a proliferação do mosquito da dengue.

5)    Adote animais de rua, e castre sempre que possível, já que filhotinhos de vira-latas são desvalorizados e muito difíceis de arrumar donos (embora eu ame). Por falar nisso, estamos doando 3 filhotes fêmeas de vira-lata porte médio (não são do Peter), quem quiser ou souber quem queira ou quiser tirar dúvidas, pode entrar em contato pelo vistadacidade@yahoo.com.br . Já estão vermifugadas e bem tratadas.

6)    Não gaste muitos sacos plásticos. E guarde os usados para reutilizá-los.

7)    Não abra a geladeira para pensar. Abra um livro.

8)    Cuidado com o óleo de cozinha. Dizem que podemos misturar bem com detergente para quebrar as moléculas antes de jogar tudo fora pelo ralo. Eu não tenho certeza disso, aguardem o Vista Entrevista com alguém que entende do assunto. Mas cuidado com o óleo de cozinha que polui milhares e milhares de litros dágua. Na dúvida, coloque tudo num ponte bem fechado.

9)    Recicle. Professores sabem bem dessa história e como é útil. Caixinhas de leite podem virar tijolinhos para construção de casinhas de brincar, latas de Nescau e Neston podem virar vazinhos com a técnica da Lataria. E o pote de Toddy, como muita gente já sabe, é ótimo para fazer drinks!

10) Faça campanha pelos mini-carros! Estou apaixonada por eles. É muito raro ver mais de duas pessoas num carro, então, vamos usar os menores e deixar os maiores para viagens (enquanto as ferrovias não funcionam como queríamos). Os mini-carros gastam menos combustível, menos espaço no trânsito, param em qualquer vaga e são lindos e baratos! Esqueça a idéia do carro voador, porque ele tiraria a intimidade de qualquer pessoa no décimo andar. Viva os mini-carros!

11) Seja legal, trate bem as pessoas, os mais novos, os mais velhos, os diferentes de você. É tudo natureza e tudo um grande e único sistema.

 



por Didi às 10h42



Ululante

Tem coisas óbvias que a gente só enxerga de vez em quando, tipo, saúde faz bem pro organismo!

por Didi às 22h12



Uma pequena divulgação

"Estamos na reta final da Campanha Platéia Solidária, que se encerra no dia 12 de outubro. 425 crianças de Belo Horizonte já foram convidadas para o show do dia 19 e estão superfelizes.
 
Fica um apelo: 380 crianças de Nova Lima ainda aguardam ansiomente a confirmação do convite para assistir ao show Três Pontes do dia 26 de outubro! E você pode ajudar a levar todas elas ao show, doando qualquer valor a partir de oito reais e divulgando a campanha entre seus amigos. O boca-a-boca vale muito!
 
Acompanhe o Platéia Solidária no site www.amaranto.com.br!
 
Muito obrigada pela atenção e vamos em frente!!!
 
Um abraço!
Flávia, Lúcia e Marina."

por Didi às 21h57


 

De Belo Horizonte, Minas.

vistadacidade@yahoo.com.br


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