Vista Da Cidade


Pode parecer filme, comédia, desenho animado ou brincadeira, mas é a mais pura verdade: ontem uma velhinha roubou meu táxi.

por Didi às 16h08



Para ilustrar o blog (que não tem linha editorial alguma!), uma foto do carismático Maddox. É ou não é a cara da mãe?

Achei mais aqui!



por Didi às 10h22



Anacoluto

Eu estava no Soho (o bar) com a Liliane, a Fernanda e os meninos. Jogávamos Show do Milhão quando saiu uma pergunta sobre figuras de linguagem. Entre as opções de respostas,  havia a palavra "anacoluto". Apesar de a resposta certa ter sido "cacofonia", a Liliane, muito estudada, explicou pra gente o que viria a ser um anacoluto: É quando deixamos uma palavra meio sobrando nas frases. Tipo, "A pizza, ela está fria" (não precisava do "ela"), ou "eu não vou viajar mais não". Aí, ela explicou que isso era muito comum na linguagem oral e que não era considerado errado. Mas o Rodrigo, irmão da Lili, afirmou com propriedade: "Eu nunca cometi um anacoluto"! Hahá! Quem nunca cometeu?
Achamos graça. Falei pra Lili colocar isso no blog dela, mas acho que vai dar preferência para a tabela de conversões do Bruno Motta. Então, usei essa pauta pro meu. Acho que não tem problema não!

por Didi às 23h02



O melhor de mudar é superar o antigo. Esse ano aconteceram montanhas de mudanças. Assim, de cabeça, mudei de emprego, cabelo, casa, jeito de vestir e faculdade. Gostei de tudo. Essa última, a faculdade, tem me surpreendido até agora (sim, porque faculdade que é faculdade sempre faz a gente passar raiva, muita raiva).

Tenho um professor de Penal que acertou na dose de humor e seriedade. E ele adora dar exemplos com personagens. Seus preferidos são Romeu e Julieta. No dia que estudamos suicídio, eles foram os protagonistas da aula. O mais interessante foi o comentário do mestre: “Vocês realmente acham que se Romeu e Julieta não tivessem se matado, eles estariam juntos até hoje?”.

Claro que não. Quase tudo que a gente dramatiza na adolescência, consegue mudar depois. Quase tudo. Quaaase tudo.

Pra começar, se Romeu e Julieta tivessem a mesma idade hoje, é possível que eles se reduzissem a meros beijinhos nessas festas forçadas. É possível que saíssem cada um para um lado. Adolescente adora “ficar” e fingir que não conhece. Morro de rir! O pior é que tem uns adultos que fazem a mesma coisa. Não falo de nenhum caso particular. Mas é o que eu vejo por aí. Adultos como adolescentes. Uns Montecchios mais acabadinhos e sem o romantismo. Que dó, gente. Se o melhor de mudar é superar o antigo.

 

Claire Danes de Julieta moderna. Vale a pena ver a cena do aquário ao som daquela música maravilhosa.

 

“O amor é dos suspiros a fumaça; puro, é fogo que os olhos ameaça; revolto, um mar de lágrimas de amantes... Que mais será? Loucura temperada, fel ingrato, doçura refinada.” do apaixonado Romeu de Shakespeare

 



por Didi às 21h31



Amizade à distância

Esse assunto de distância é hoje muito relativo por causa da internet. Na verdade, tenho amigos muito mais distantes que moram do meu lado que outros que estão em outras partes do mundo e estão constantemente em contato. A Sabrina, por exemplo, conheci na faculdade e ficamos mais amigas pouco antes de ela ir morar em Israel. Além de ser uma jornalista queridíssima, ela sabe ser engraçada e levar os problemas de um jeito especial. Eu deveria fazer alguns posts só com casos dela (que aliás, tem matéria na Trip deste mês). Mas aí vai um inicinho de conversa via msn que aconteceu agora há pouco, antes de ela começar a falar de revistas, pautas legais e da beleza do meu cunhado!

Sabrina diz:

agora conversa comigo!!

Sabrina diz:

nem quero saber se está ocupada, em fechamento, ou o quê

Didi diz:

Hehehe, oi, Sabri!

Sabrina diz:

ei ei ei ei querida!!

Sabrina diz:

tô aqui só para falar com você...

Didi diz:

que fofa!

Sabrina diz:

exclusivamente para isso... mesmo mesmo !!

Sabrina diz:

saudade!!

Didi diz:

me conta como está aí?

Didi diz:

fiquei sabendo da sua quase-bomba

Didi diz:

que horror, Sabri

Sabrina diz:

Ah, pois é

Sabrina diz:

mas aqui é tranquilo quase o tempo todo ...



por Didi às 17h00



Frase da Cida

"A vida é muito boa e curta pra gente ficar com picuinha".



por Didi às 10h35



Vista Entrevista - O grande pai

Algumas coisas me fazem sentir a pessoa mais feliz do mundo. Uma delas é a família que tenho e, muito especialmente, meu querido pai, que é também um ótimo amigo e companheiro de longas e divertidas conversas na cozinha.

Esta semana, Fernando Kelles apresentou a dissertação de seu mestrado em Estatística e finalmente pôde respirar. Aproveitei o momento para pedi-lo algumas respostas para o já indesligável Vista Entrevista. Quem quiser ler mais sobre esta pessoa tão interessante, entre em seu blog, chamado Consciência (clique aqui). Com vocês, meu pai.

1) Em primeiro lugar, o que você acha dessa data do dia dos pais?

Penso que apesar de ser uma data instituída pelo comércio, é uma oportunidade a mais de recordarmos a figura do “pai”, que tão importante é para a vida de todos nós e, sobretudo do nosso pai que nos colocou no mundo e nos deus amor e proteção para usufruir dessa vida para nosso bem e bem dos demais. 

2) Agora, mudando de assunto, você acaba de concluir sua dissertação de mestrado. Por que optou pela Estatística?

Aposentei-me muito cedo (53 anos) por haver trabalhado 25 anos em uma empresa siderúrgica e, com isso, fazer direito a tempo de insalubridade por excesso de ruído. Queria preparar-me para novos desafios. Como minha formação era em ciências exatas e a Estatística estava e está tomando grande impulso em todas as áreas após o advento do computador pessoal, recebi o incentivo da minha esposa nesse sentido e optei por fazer o mestrado nessa atraente área.

3) Como foi entrar para o mestrado depois de já ter se aposentado?

Foi muito interessante. Em primeiro lugar recebia informações que a Universidade havia piorado muito após os 31 anos de formado em Engenharia Elétrica. Tive a grande surpresa de constatar que a Universidade não só não havia piorado como, pelo contrário, os professores apresentam uma capacidade docente, investigativa e de interesse muito maior,  também o corpo discente é muito superior ao do meu tempo. Todos muito mais interessados e capazes. A meu ver uma das causas para isso é a falta de emprego que exige que todos se esforcem e empenhem muito e também o fato de estar nascendo menos gente, porém, com condições muito superiores. Sempre contei com ajuda de muitos colegas, aos quais agradeço muito.

4) Muitas pessoas escolhem uma vida considerada “tranqüila” quando se aposentam. Por que você escolheu o caminho oposto?

Aprendi com o criador da Logosofia, Raumsol, que “a luta é lei da vida” e tenho comprovado essa verdade a cada momento. Não existe uma segurança absoluta em nada. Hoje estou aposentado e desfruto de uma tranqüilidade relativa para poder fazer muitas coisas. Porém não posso descuidar e deixar de lutar para alcançar novas possibilidades porque tudo é peremptório e corre risco de acabar ou se deteriorar. Além disso, dentro de um equilíbrio que é necessário buscar sempre, gosto de estudar e me sinto feliz em poder fazê-lo. O estudo e a investigação abrem os campos mentais e nos permitem enxergar o que ainda não vemos.

5) Quais diferenças você observou na universidade do seu tempo de Engenharia para agora?

Além das que já mencionei observo que nos tempos em que estudava Engenharia os professores eram em geral profissionais bem sucedidos que trabalhavam em grandes empresas ou possuíam suas próprias firmas de projetos ou indústrias. Assim, apresentavam uma grande capacidade de realização prática. Porém, era uma raridade encontrar um só que tivesse mestrado em alguma área. Hoje, os professores têm uma formação escolar muito superior. Na UFMG/Depto. de Estatística, todos têm pelo menos doutorado e vários são pós-doutores. Naturalmente a experiência prática é menor, mas a Universidade tem feito esforços de assessorar as indústrias e o Governo do Estado com muitos projetos interessantes. Essa é a experiência da própria humanidade que, num passado remoto, tinha que lutar com o físico para enfrentar condições de sobrevivência junto às feras, intempéries e outras situações. Hoje, luta-se cada vez mais com a inteligência, com a mente. Pena que o coração (sensibilidade) tem sido esquecido e se usa muito o sentimentalismo que é um desvio da sensibilidade. 



por Didi às 13h31



Vista Entrevista - Fernando Kelles (continuação)

6) Sei, por experiência própria, que você pode ser muito bravo quando precisa. Como consegue ser bravo e querido por tantos ao mesmo tempo?

Não é que goste de ser bravo. Observo que, no mundo, há muitos seres atrevidos que querem impor aos demais suas formas de ver e considerar as coisas. Cuido para que eu não faça o mesmo com outros. Porém, quando me dou conta que alguém pretende impor seus pensamentos a mim, não admito que o façam e para isso uso a energia necessária. Às vezes, acho que ainda me excedo no uso dessa energia. É um trabalho de aperfeiçoamento. Tenho muito o que fazer para calibrar melhor minhas forças.

7) Quais as figuras que mais inspiraram sua vida?

Em primeiro lugar, o criador da Logosofia, cujos ensinamentos tive a grande oportunidade de ter acesso. Em segundo lugar, a muitos seres cujas vidas foram exemplos desses ensinamentos, como Alcira L. Ibarburu. Também tive a grande oportunidade de ter um pai que foi símbolo de esforço e dedicação à família e uma mãe que sempre me amparou em todas as etapas da vida. Dos seres que me cercam, tive exemplos de habilidade no trato com os demais demonstrada por sua mãe (esposa), de sensatez ao encarar muitas situações, demonstrada por você, de empenho, esforço e amizade, demonstrados por meu sogro, etc. Além disso há vultos históricos diversos, que são toda uma inspiração como Ramsés II que, na batalha contra os hititas, prestes a perdê-la, faz a seguinte reflexão: “Se devo morrer, que morra como um faraó”, e entra em cheio no centro da batalha levantando os ânimos de todos os seus generais e revertendo o resultado da mesma a favor do Egito. Exemplo similar nos deu Júlio César, na batalha contra os gauleses. Esses dois exemplos unidos ao ensinamento da Logosofia, que expressa: “Quando o homem trabalha inspirado no bem e na superação deve cuidar muito que nada afete a outros por sua causa. Esta deve ser uma de suas preocupações básicas toda vez que empreenda uma obra e exista alguém mais que ele para trabalhar e realizar a obra empreendida. Nessa forma, colocar-se-á no conceito geral tal como o anela e como o ditou seu coração”. Todos temos experiência com os maus chefes. Aqueles que, quando tudo está bem, posam de chefes, mas, na primeira crise, se isentam de toda responsabilidade atribuindo-a apenas a seus subordinados. Também tive oportunidade de conhecer a muitos que tal como os dois exemplos históricos citados, não fogem dos deveres e responsabilidades quando surgem os problemas. Assumem todas as responsabilidades e conseqüências e lutam com seu pessoal até a vitória final. Há outros exemplos que me inspiraram como o de organização, disciplina, ordem e previsão de Amundsen, desbravador do Pólo Sul, e muitos outros.

8) Para terminar, que conselho daria para os marinheiros de primeira viagem sobre como ser o melhor pai do mundo?

Em primeiro lugar, sua afirmação de “melhor pai do mundo”, tomo-a como um carinho de uma filha que também é a melhor do mundo. Penso que o importante é que haja sempre um grande amor e intenções honestas no sentido do bem. Também é importante que lutemos por buscar o conhecimento que nos oriente nas dificuldades. Na minha experiência, constato que sempre que lutamos para conseguir um conhecimento, mais cedo ou mais tarde, acabamos por encontrá-lo.



por Didi às 13h29



A fantástica fábrica de música

“Escuta o ostinato, o arpejo, os acompanhamentos...”, dizia minha professora de do Núcleo Musical Villa-Lobos. A ouvia com atenção e tentava pegar um pouco da capacidade das nossas "mestras". Hoje bateu uma saudade de lá... Era tão boa aquela época que eu acho que nem envelhecia lá! Apenas depois que fui professora, vi o tamanho da paciência que eles tinham comigo. Uma criança, ou um adolescente comum, que não tenha dom pra nada (como era meu caso, mas tudo bem), não aprende música tão facilmente, por mais interessante que seja. É necessário ter muita concentração da parte do aluno e muito jogo de cintura da parte dos professores.

Recentemente, o lugar onde ficava a primeira sede da escola foi demolido para a construção de um prédio. O desespero reinou na nostálgica comunidade do orkut  que leva o nome do curso. Todo mundo chorava e lamentava a perda do espaço mais legal da nossa infância e adolescência. Aquela esquina, que antes ecoava pianos, flautas, violões e corais, agora havia virado um Zé Carioca (que era como chamávamos o símbolo do silêncio da semínima por lembrar um Z e um C).

Uma das professoras e também responsável pela escola, era a Rosa. Uma mulher simplesmente espetacular. Das mais bonitas que já conheci (e ela passava dos 60 anos). Era elegante, culta, divertida, trabalhadora, pianista, flautista, regente, compositora e amiga. Não admitia que ninguém chamasse música de “musiquinha” e nem criticasse nenhum compositor. Se é tão ruim, faça melhor! Tenho certeza que a Rosa estaria na lista das mulheres mais interessantes do mundo se não tivesse optado por uma vida discreta. A outra era a Betânia, que não parava. Não parava. Acho que nunca a vi sentada por mais de 5 minutos. As crianças eram deslumbradas com ela de tão vida que era a pessoa (era não, é). De vez em quando ela me encontra na rua e me dá umas caronas. Sempre pergunta se estou bem, se estou namorando e em quê estou trabalhando e faz as torcidas dela. É uma segunda mãe.

Essas pessoas, junto aos meus queridos colegas de lá e outros excelentes profissionais do Núcleo (como o Matheus, a Erica, a Pati, a Madalena), ajudaram a formar o que eu tenho de bom nessa vida. O que eu tenho de legal e de criativa!

Estudar música é uma benção. Mesmo para quem não leva jeito, para quem apanha da partitura e sua frio em todas as audições. Estudar música é entender o êxtase que um som pode oferecer, é ter o prazer de chegar mais perto de umas mais belas criações universais.

Eu estou com saudade, poxa.

 

 

Informações: A nova sede do Núcleo Villa-Lobos é na Rua Grão Pará, 660. Bairro Santa Efigênia.
Belo Horizonte, MG. (31) 3241-4177 - (31) 3241-5287
http://www.nucleovillalobos.com.br/



por Didi às 10h42



Vista Entrevista - Alexandre Meirelles

Adorei a idéia de entrevistas e não quero mais parar. Desta vez, escolhi uma pessoa bastante estudiosa para a entrevista. Alexandre Meirelles, de 37 anos, é formado em Informática pela UFRJ e em Matemática, com Especialização em Matemática e Estatística e Mestrado em Estatística pela UFMG. Foi no mestrado que ele conheceu meu pai e, desde então, pude saber um pouco sobre sua interessante trajetória. Apesar de jovem, ele já ocupou algumas boas colocações em várias listas de aprovados dos concursos mais difíceis do país. Atualmente, é Fiscal de Rendas do Estado de São Paulo (Fiscal de ICMS-SP) e, além de trabalhar na área fiscal, dá palestras para concurseiros e alimenta uma coluna no site Ponto dos Concursos, onde escreveu o Guia do Concurseiro, um verdadeiro manual para quem quer entrar para o serviço público. Vou deixá-lo falar!

1) O que te levou a fazer concurso público? 

Em 1992, quando ainda estava na faculdade, resolvi estudar para concursos fiscais. Fazia Computação na UFRJ. Fui aprovado em dois, reprovado em um, e trabalhei em BH por 11 anos na Prefeitura. Depois de 10 anos parado, resolvi voltar aos estudos e buscar algum cargo mais bem remunerado e mais estável, e passei nos dois concursos que fiz: Auditor Fiscal da Receita Federal e Fiscal do Estado de SP, e optei por este último.

Busquei estabilidade, bom salário, menos stress que na iniciativa privada e um trabalho que fosse relevante socialmente, afinal é o fiscal que arrecada para que o governo possa fazer suas escolas, hospitais etc.

2) Quanto tempo de dedicação diária exige um concurso na área fiscal? E quanto tempo antes é necessário começar a estudar? 

Não devemos nos basear por estas regras, a coisa não funciona assim. Devemos estudar o máximo que pudermos por dia. Sua aprovação vai depender de sua base anterior, de sua boa orientação para estudar pelos livros e/ou cursos certos, pelos concursos que fizer etc. Em média, uma pessoa leva de 1 a 3 anos para ser aprovada na área fiscal, que é a mais difícil de todas, junto com a jurídica. Tem gente que consegue em menos, e tem gente que está há mais tempo sem conseguir nada. Eu disse “em média”. Acho que, se uma pessoa estudar umas 3h líquidas por dia, e umas 6 a 8h nos fins de semana, em uns 9 a 12 meses já teria alguma chance de passar, dependeria então de vários fatores. Se não trabalhar, e conseguir estudar umas 6h líquidas por dia, talvez uns 6 meses, também, dependendo de sua base, livros usados etc. Mas a maioria leva mais tempo que isso para passar, mesmo porque não é toda hora que abre concurso, muitas vezes eles demoram a aparecer. Não é igual vestibular que tem todo fim do ano para um monte de universidades.

3) Usei, em estudos para a faculdade, a técnica do “resumo colorido” que você escreveu no Guia do Concurseiro do Ponto dos Concursos. Lá você recomenda fazer o resumo numa folha de rascunho sem pauta e com muitas cores, pois o fator "brega" ajuda o cérebro a reter informação! De onde saíram essas idéias? Surgiu alguma idéia nova?  

Eu poderia levar várias páginas só para falar de resumos. Levo um bom tempo em minhas palestras falando sobre isso. Fazer resumo para faculdade não tem nada a ver com resumos para concursos. São completamente distintos. Cada um tem que ser feito para um tipo de memorização e diferentes formas de funcionamento do seu cérebro. Muita gente que estuda para concursos faz resumos iguais aos da faculdade, e não tem nada a ver um com o outro. No meu texto citado falo algumas coisas, mas é muito mais que aquilo. Mas lá já dá alguma ajuda. Tirei de vários livros e dois cursos que fiz sobre memorização.  
 
4) No mesmo Guia você também contou que passava a limpo seus resumos enquanto assistia jogos de futebol. Como saber quando dá e quando não dá para conciliar estudo com lazer? 

Você tem que ter um pouco de lazer, caso contrário vai estafar antes da hora e se dar mal. Mas quem visa a um concurso muito difícil, como algum fiscal, deve saber que o lazer tem que ser pouco, acho que um turno por semana está bom para quem trabalha, e uns dois turnos para quem não trabalha e só estuda.



por Didi às 16h10



Vista Entrevista - Alexandre Meirelles (continuação)

5) Do que você mais sentiu falta quando se entregou aos estudos?  

Da minha vida social, da saúde, e principalmente de ficar mais com minha esposa e família. 

6) Como transformar o estudo num entretenimento? 

Tem que fazer amizade com outras pessoas que estejam na mesma situação que você, mesmo que seja em algum fórum. Para concursos fiscais, recomendo o Fórum Concurseiros: www.forumconcurseiros.com

E acredite: com o tempo, conforme você vai entendendo as disciplinas, vai gostando de estudar. Com todo mundo acontece isso. Mesmo depois de aprovados, a grande maioria continua estudando, fazendo outra graduação, pós, mestrado etc.

7) Chamou-me atenção a história do trocador de ônibus que conseguiu estudar durante o trabalho e passar em provas difíceis. Quais outras histórias te inspiraram?  

Conheço muitas, muitas mesmo. Daria um livro. Vocês não têm idéia da quantidade de gente que não tinha a mínima condição na vida e venceram tudo na base do estudo. Hoje são juízes, fiscais etc. Não é só na iniciativa privada que ouvimos histórias de pessoas que saíram do nada e venceram, como o Sílvio Santos. Em concursos isso também acontece bastante. Estes são os verdadeiros heróis. É muito fácil alguém como eu, que tive acesso a bons estudos e livros, vencer. E somos os que mais reclamamos da vida. Dá vergonha reclamar da vida ao lado de pessoas que venceram saindo do nada, e conheço vários assim.



por Didi às 16h05



Vista Entrevista - Alexandre Meirelles (continuação)

10) Quais os melhores sites de dicas e apostilas para quem vai fazer concursos na área fiscal? 

www.pontodosconcursos.com.br - www.editoraferreira.com.br -www.forumconcurseiros.com 

Apostila para a área fiscal, esquece. É dinheiro jogado fora. É livro mesmo. E muitos. Escrevi uma relação de livros indicados para a área fiscal em minha coluna no site do Ponto.

11) É possível estudar em grupo?  

Possível é, mas desconheço aprovados que fizeram isso assiduamente. Estudo em grupo é só uma vez por semana, para trocar materiais e dúvidas. Estudar todo dia em grupo não dá certo, como disse, desconheço aprovados que fizeram isso, e olha que conheço centenas e centenas de aprovados. Para mim isso é desculpa de quem não gosta de estudar. E se não tomar gosto pelos estudos, não chegará a lugar algum.

Tem uma frase que diz: “Apaixone-se pelo estudo, case-se com ele e seja feliz até que a POSSE os separe”. Claro que prefiro ir ao cinema, namorar, ir à praia etc. Mas tive que aprender a gostar de estudar também, porque era a única forma de me fazer subir na vida.

O estudo não pode ser um martírio, tem que ser uma coisa prazerosa também. Depois que você passar, se quiser, não estude nunca mais, e vá curtir sua vida de montão. Todos os meus colegas aqui irão este ano ao exterior, e logo nas nossas primeiras férias.

12) Agora que você já passou aonde parece que queria, o que pretende fazer? Quais as próximas conquistas? 

Hoje meu hobby e o que gosto de fazer é dar palestras Brasil afora. Ajudar o pessoal que ainda está nesta vida tão difícil de concurseiro. Fim de semana passado mesmo dei palestras em Fortaleza, pela 3ª vez, e em Natal. Já fiz isso em SP diversas vezes, BH três vezes, Campinas, Recife, Salvador, Rio, Curitiba etc.

E também dou aulas de Estatística em um excelente curso de SP, o Uniequipe. Com o tempo, pretendo dar aulas em outros locais também. Fiz mestrado nesta área, com seu pai, um grande amigo, não quero jogar todo aquele conhecimento que custei a conseguir fora. E um pouco de grana a mais não faz falta a ninguém. Hehe! Já recebi alguns convites, mas não estou querendo virar um workaholic, quero um pouco de lazer também, afinal estudei para ter um pouco de tranqüilidade. 

Finalizando esta entrevista, quem estiver interessado em concursos fiscais ou até mesmo para outras áreas, uma dica que dou é que leiam os meus artigos e de outros colegas no site do Ponto dos concursos. Comecem pelo meu grandão, que foi mencionado aqui na entrevista, clicando aqui. O resto vocês lêem na minha coluna, na página principal. 

Está quase certo que eu dê duas palestras em BH, uma dia 1º de setembro e outra no início de outubro. Hoje em dia minha palestra na verdade é um grande curso sobre dicas de estudo, e vai das 9 às 19h. Já a ministrei para mais de mil pessoas só este ano.

E um evento imperdível é a 4ª Feira do Concurso, dias 17 e 18 de agosto, no Rio.  Os melhores palestrantes do país darão palestras que poderão ser assistidas pela internet ao vivo. Vejam no site: www.editoraferreira.com.br. Terão palestras imperdíveis do William Douglas, Lia Salgado etc. Eu darei uma também, mas como todas as outras, terá duração de 1h só, não dá nem para o começo. 

Na vida, podemos ter sucesso de muitas formas.  Você pode ganhar na megasena (mas estatístico que se preza não acredita na probabilidade de ganhar), nascer rico(a), ou casar com algum milionário(a). Outra é trabalhando demais em algum comércio, coisa que não levo jeito. Outra é fazendo faculdade e entrando em alguma empresa legal, estudando e ralando muito. Demora, mas também dá certo. E a outra foi a que escolhi, na base dos estudos mesmos voltados para concursos com excelentes cargos. E deu certo, ainda bem. 

Desejo a todos excelentes estudos e sucesso, mesmo que fora do mundo dos concursos.



por Didi às 16h02


 

De Belo Horizonte, Minas.

vistadacidade@yahoo.com.br


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