Nothing like home
Hoje nos mudamos de casa. Entregamos uma cartinha para todos os vizinhos antigos e agradecemos a paciência deles com nosso barulho, nossos pulos, com as noites de sapateado, treinos de flauta, piano, canto, batucadas pela casa e, claro, com o nosso cachorro. Nunca chamaram a polícia. Nossos vizinhos eram bem interessantes, embora eu sempre tenha lamentado não ter uma turma na rua como a Tatá tem. Temos muitas senhoras no prédio e elas são um exemplo de atividade e dedicação. O prédio, apesar de simples, esteve sempre limpinho, organizado e com os canteiros arrumadinhos. Fora as tantas vezes que precisamos do ferro de passar roupas emprestado. Ou quando nos trancamos do lado de dentro e precisamos chamar o Corpo de Bombeiros. Sempre os vizinhos foram os primeiros a oferecer ajuda. Hoje, ao entregar a cartinha pra vizinha da casa ao lado, pela primeira vez, pude ver como era dentro da casa dela. Impressionante, passei quase 25 anos imaginando uma coisa e era outra. A vida inteira estive naquele prédio. Inteira. Sempre no mesmo apto, no mesmo quarto. Apesar de me considerar uma pessoa adaptável às mudanças e de fácil convívio (que modesta!), custei para acreditar que esta seria minha última noite naquele quartinho tão pequeno, tão amarelinho, tão quentinho. Sempre o melhor lugar do mundo. Saudades eternas dessa vida, desse meu primeiro quarto, que saiu fragmentado em caixas com os seguintes dizeres nos pacotes: “4º da menina”.
por Didi às 17h01
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O golpe da louça suja
Já te aconteceu de ir pra uma festinha em casa de amigos e não ter nenhum copo limpo pro seu guaraná, água ou cerveja? Aí o que você faz? Vai na cozinha, escolhe um copo e se põe a lavá-lo rapidamente. Sabe o resultado disso? O anfitrião chegará nesse momento e dirá com surpresa "Ah, que gracinha você me ajudar a lavar a louça". Aí você vai pensar em falar que só estava lavando o seu copo quando ele (ou ela, a anfitriã) te dará um beijinho na testa e depois pronunciará "por isso que eu gosto de você". Pronto, na próxima meia hora de festa, enquanto todo mundo ri lá na sala, você ficará lavando copos e pratos com farelo. E mais, vai sair da cozinha sentindo-se superbem. Afinal, você é uma gracinha!
por Didi às 11h20
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Observações...
Preciso parar de falar o preço das minhas coisas.
Porque é assim: "Que lindo o seu vestido". E a resposta, "Obrigada, custou R$29,90 num bazzar dentro de uma papelaria".
O namorado de uma amiga tem uma brincadeira ótima: Alguém chega pra ele e propõe "Adivinha quanto custou esse vestido?" e a resposta costuma ser "3 reais?"!
por Didi às 21h16
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Coisas de Casal 4
Teve uma época que tive mais contato com a Olívia (mudei o nome da garota para não comprometer) que trabalhava (ou trabalha) numa grande empresa de Belo Horizonte. A Olívia (humpf) era muito esperta e engraçada. Já vou explicar: Ela percebeu que os colegas de trabalho comiam os sanduíches e roscas de outros colegas de trabalho sem a prévia autorização desses. Fácil de entender, né?! Pois bem, certo dia ela fez plaquinhas e bandeirinhas para colocar nas diversas comidas alheias com os dizeres "não, não me leve", "por favor, eu não te pertenço", "respeite o meu dono" etc. Não só ela fez isso, como tirou fotos da façanha e apresentou as fotos num encontro em que estive presente. - Puxa, Olívia (hihi), como você arruma tempo para fazer coisas tão divertidas? - comentei. - Simples, ela tira tempo das coisas sérias. - exclareceu seu namorado.
Ps. Andei pensando que esta sessão Coisas de Casal teria um nome muito mais criativo se fosse chamada de "Casos de Casal". Casos/casal... Não sei se mudo e começo a conta do 5... Ou se não mudo... Aguarde...
por Didi às 16h50
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- Você viu que Plutão foi rebaixado de novo? - A que agora? À pedra?
Notícia completa aqui.
por Didi às 23h50
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Coisas de Casal 3
Sobre cantadas bem feitas.
- Então, eu só tomo champagne no reveillon... - Poxa, e eu acho que toda vez que te vejo é ocasião para abrir uma garrafa!
por Didi às 22h54
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Aos pares
Foi assim que um dia ouvi uma história excelente num programa de tv que não tenho familiaridade da MTV. Devo admitir, o debate estava interessante. Tratava-se da questão “dá pra ser feliz gordinha?”. Hehe, sem querer entrar no mérito, o final foi o seguinte: o moço malhadão do lado dos “anti-gordinhas” dizia “eu não tenho interesse em ter um relacionamento com uma mulher que não cuide do próprio corpo”. Assim, a gordinha feliz e bem-resolvida do outro lado finamente retrucou “já pensou que você também pode ser totalmente desinteressante para outras pessoas?” E enquanto ele esboçava uma resposta, ela emendou o conto: “Havia um homem que procurava a mulher perfeita. Encontrou uma muito inteligente, mas era feia. Encontrou uma muito bonita, mas era chata. Encontrou uma muito simpática, mas burra. Então, finalmente, um dia encontrou a mulher perfeita e a pediu em casamento, já que ela era quem ele buscava. Então, a mulher perfeita respondeu “não posso, porque estou procurando o homem perfeito para ser meu par. E você não é ele.””
Esta é uma homenagem que faço ao meu querido carioca que, entre tantas mocinhas, escolheu a mulher mais imperfeita do pedaço.
Feliz dia dos namorados, galera!

por Didi às 00h14
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