uma máquina do tempo, por favor
EU ESTOU MORRENDO DE SAUDADE DOS MEUS ANOS DE FACULDADE.

por Didi às 12h23
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A Caixa Mágica
Era julho de 2004 e meu aniversário estava anunciado. O lugar da festa: Reciclo. Samba!
A Julia, a Luiza, a Thais, a Kaká, a Camila, a Bela, a outra Bela, a Luciana, a Rúbia, a Pri, a Paula... Todo mundo lá. Meus amigos homens tinham feito o favor de viajar, então, de homem, só foram os namorados das amigas, o que fez ficar parecendo que não sei ser amiga de meninos. E eu acho que sei. Eu sei?
Enfim, no início do mês eu havia mandado uma mensagem para meus contatos dando a “lista” dos presentes. Era assim: 1) Paz no Mundo 2) Saúde para mim, minha família, vocês e todas as pessoas de bem do mundo. 3) Um cachorro (o animal mesmo) que não tenha necessidades fisiológicas 4) Alegria pra mim, minha família, vocês e todas as pessoas de bem do mundo. 5) Uma varinha mágica 6) A companhia de vocês para futuras viagens 7) Os conhecimentos que todos vocês têm que eu não tenho 8) o livro "Clube dos Corações Solitários" do André Takeda que o Buddha me recomendou. Pode ser emprestado mesmo. 9) eu já pedi paz??? Então quero estabilidade na economia! 10) A amizade eterna de vocês e dinheiro suficiente para a gente celebrar de vez em quando!
Chegou o dia! Além de ótimos telefonemas, duas bolsas um tanto quanto criativas, um vazinho de flor sintética também criativo, um massageador de joaninha (em forma de joaninha, não para massagear uma joaninha), um cachecol colorido, um livro de “porquê amar o Brasil”, um origami da Thais (que a Thais fez pra mim, não em forma de Thais), e um chaveiro amarelo, ganhei uma caixa muito, mas muito especial mesmo. Veio da Julinha e da Luiza com uma grande contribuição do meu amigo Lucas.
Nela estavam o Livro do André Takeda (que até hoje é uma das minhas leituras prediletas); um cachorro de pelúcia; uma coletânea de notícias boas e uma coletânea de dicas para salvar a economia do país; algumas fotos nossas, frases também só nossas, uma varinha “mágica” feita manualmente e um CD chamado “Momento Didi Feliz” com músicas do tipo “Mighty Jungle”, “Carolina”, “Real Love”. “Love will come true”, “Moonlight Mile”, “Meu sangue ferve por você”... Minhas amigas tentaram transformar meus sonhos em realidade. E isso fez fechar com chave de ouro meus 22 anos. Foi, sem dúvida, um dos melhores momentos que já vivi. Obrigada, meninas.
Como diriam aqueles quatro: “it’s reeeal love, it’s reeeal love”!
por Didi às 14h14
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A Clarice me convocou pra fazer uma listinha de manias que me tornam diferente dos mortais. O problema é que me acho uma completa mortal. E, talvez por isso, tenha desenvolvido algumas manias para não ser tão.
1ª) Eu lavo a mão toda hora. Tenho aflição de ficar muitos minutos sem lavar a mão. Isso não é tão diferente, mas ajuda viver!
2ª) Essa eu aprendi com o cinema: sempre, quando entro no banco do motorista ou do passageiro dianteiro, passo a mão nos bancos de trás sem olhar. Isso é para me prevenir no caso de ter alguém escondido lá e me agredir enquanto o carro anda. Não sei o que faria no caso de passar a mão e sentir alguém. Uma vez senti a bolsa da minha mãe e realmente pareceu ser um braço. Dei o maior grito da vida. E o pior, ninguém apareceu pra fazer o salvamento.
3ª) Desde que ganhei alguns mililitros de eritrosina da minha dentista, transformei aquilo num passatempo útil e divertidíssimo durante a escovação. Eritrosina é aquela coisa rosa que deixa rosadas as impurezas dos dentes. Não é recomendado seu uso freqüente para quem tem resina (nos dentes...).
4ª) Olho para os dois lados da rua antes de atravessar, mesmo quando ela é mão única. Se a mãe da minha amiga já entrou ao contrário na Rua do Ouro e eu já fiz o mesmo na não-quero-falar-o-nome...
5ª) Tomo Activia sempre que acho. E, só pra não deixar um item tão pequeno: também canto sozinha (por que isso me ajuda a viver? Ora, leia o que está em itálico).
“Quem canta refresca a alma,
cantar adoça o sofrer,
quem canta zomba da morte,
cantar ajuda a viver,
quem canta seu mal espanta,
eu canto pra não morrer.”
– Cantada pela Flávia do Amaranto fica linda!
por Didi às 23h12
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Meio Amargo
Na mesa do café, ela e a mãe. Ela começa a ler a página de cultura do jornal. Segundos depois, joga o jornal pro lado e diz: “Não gosto dessa palavra “paradigma”, não leio nenhuma matéria que tenha essa palavra chata”.
A mãe ri e toma o café meio amargo e meio doce.
Ela pega o outro caderno e assusta: “Mãe, olha só, descobriram uma fraude!”.
A mãe cospe o café. “Aqui? No Brasil?”
“Os problemas estão cada vez mais próximos...”. As duas lêem a matéria com amargura. “Um escândalo, uma vergonha..." "Cadê aquela do paradigma?".
por Didi às 12h21
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Notas sobre moedas
O brasileiro arredonda pra cima? Só se for nota de prova. Pagamento, pelo menos por aqui, a gente, ou paga certo, ou, se dá sorte, arredonda pra baixo.
"Senhor, seu almoço deu 5 reais e 9 centavos" – diz a caixa do restaurante.
Silêncio...
"5 reais!" – ela sugere sorrindo.
São comuns também casos mais ou menos assim:
Deu um tanto em notas e 12 centavos. Você encontra 10 na carteira e a caixa fala que já está bom. Aí vira uma questão de honra encontrar mais dois centavos. Acontece de, no máximo, você encontrar mais um. Se ainda considera importante o pagamento certinho, dá uma moeda de 5 centavos, que receberá de volta da caixa com completa indiferença aos centavos. Da sua parte, um pouco de constrangimento (será que ela entendeu que você estava dando uma espécie de “suborno”? Dã, claro que não.). E sai normal.
No supermercado, você compra umas bananas, sucrilhos, condicionador, biscoito com um recheio inédito, pó de café e uma lixeira nova pra sua casa. As compras todas custam R$17,88. Você entrega uma nota de 20. Recebe 2 reais. Tempo... Você olha para o caixa. Aí, das quatro, uma: Ou ele completa o troco, ou ele te dá 10 centavos e pede para “te dever” dois centavos, ou ele te entrega 10 centavos e você sai com uma bala na mão, ou você sai com um monte de balas na mão e nada de centavos. Isso, porque você olhou, caso contrário, fica sem balas.
Nada disso quer dizer que caixas sejam maus ou tontos. São normais. É uma mania que passa pelas gerações. Se for só brasileira, não sei dizer. Pode ser só mineira, não sei. O problema é que a Casa da Moeda vai cortar a produção da moeda de 1 centavo. O “um real” já cortou em notas. E agora, onde fica nossa honra, nossa exatidão, nossa economia de centavos? Melhor inventarem balas realmente pequenas.
Para eventuais comentários vistadacidade@yahoo.com.br
por Didi às 17h42
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