abre, link, abre
Estou tentando ver o resultado da UFMG. Claro, a página está lotada e não abre, igual o site de tickets pro show do U2 (não que eu quisesse ir!). Custava eles, colarem os nomes em mais páginas? Inventassem uns blogs, sei lá. Poxa, os fundadores do Google foram conhecê-los hoje, não é possível que não tenha jeito. Vou seguir na espectativa. Tenho amigos e parentes muito queridos na "corrida do óvulo" como diria Luiza Voll! Afinal, dessa, todos já passamos.
por Didi às 10h48
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Escreva uma redação com o título
“Férias” é uma palavra tão simpática!
Férias me lembra infância, Cabo Frio e amigos. Esse ano minhas férias foram diferentes. Nada de Cabo Frio, Tiradentes com amigos ou brincadeiras meio, digamos, infantis. Esse ano “férias” foi sinônimo de “monografia”, “currículo”, “matrícula”, mas foi boa. Uma coisa continuou como sempre: arrumei meu quarto. Todas as férias tenho que fazer isso para me sentir pronta pro retorno. Arrumar armário, gavetas, e escrivaninha ajuda a organizar a mente e preparar para situações futuras.
Numa dessas arrumações encontrei bilhetinhos antigos de escola. Coisas do tipo “Se alguém colar alguma coisa nas minhas costas, AVISA”. Como eu amava ir para a escola, e por um motivo muito simples: minhas amigas! Na verdade, acho que o plano educacional atual está equivocado, a gente sai sabendo pouco de um mooonte de coisa que quase não usamos na vida corrente. Sou mais a favor de saber muito de coisas importantes para todos em geral. Acho que faltam noções de Direito, Economia e Política. Sobram decorebas na Biologia que era tão legal quando chamava Ciências, e mais decorebas de fórmulas em química, física e matemática. Português/ Literatura, que é uma matéria tão fundamental nos obrigava a ler livros tão bestas da moda...
Ando com isso na cabeça. No post passado, havia uma situação que questionava a mesma coisa. Pensei que, se as escolas tivessem muito mais prática que teoria, o mundo seria mais inteligente. Um jornalzinho feito pelos alunos para apurar os temas estudados em geografia, ensaiar a escrita, aprender sobre política e economia, um laboratório com experiências propostas por alunos, um grupo de teatro para interpretar os clássicos, um compositor para ensinar matemática (pois música e matemática têm tudo a ver, principalmente a música clássica), um júri simulado (isso chegamos a fazer, tínhamos que defender o JK!), uma lojinha com projetos dos alunos para venda ou aluguel, mais um grupo de teatro para recriar a História (estando essa ligada à História da Arte), tudo transformado num grande espetáculo de formatura no final do ano com ingressos à venda e dinheiro arrecado para manutenção dessas idéias. Bom, mas eu era só uma menina do fundão! Educada, porém do fundão. Quero que um dia, as crianças prefiram as aulas às férias!
“Aula”, que palavra bonita...
Hipertexto: mais sobre o assunto numa das comunidades mais engajadas do orkut!
por Didi às 15h04
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O que teria sido um post na época
Aconteceu antes de eu pensar em ter blog.
Era uma sexta-feira e o dia em que eu pegaria minha primeira carteira de motorista no Psiu da praça da 7. Digo “primeira carteira” porque depois ela tem que ser renovada e renovada... é uma ladainha quase eterna.
Eu estava no ônibus feliz da vida pensando “é a última vez que pego ônibus”. Claro, não foi a última vez, mas foi a última vez que peguei um ônibus porque não tinha carteira de habilitação.
Sentei na frente do ônibus, logo depois da roleta, no corredor(não gosto de ficar presa na janela). No ponto seguinte, entrou um menino com uma sacola gigante e pediu pra sentar na janela do meu lado.
Olhei pra sacola dele e vi que tinha dentro uma roupa meio diferente. Perguntei. O menino, de uns 14 ou 15 anos, ligeiramente gordinho, cara de esperto e inteligente, respondeu que era uma fantasia para uma peça da escola.
“Que peça?” “Vamos encenar um banquete medieval!”.
E foi me contando que a peça era ótima porque eles ficavam comendo e conversando. Lembrei que o show medicina já tivera uma idéia parecida há muito tempo e falei sobre isso. Ele riu. O menino (que esqueci o nome) era uma simpatia, falou o que pensava do ensino atual. De como ele gostava de História e não entendia a necessidade de outras matérias. Concordei com algumas, mas como a voz da experiência na locução, tive que estimulá-lo ao estudo de todas.
Falei que estava indo pegar minha carteira. Ele desejou boa sorte. Também desejei sucesso para a peça dele.
Desci do ônibus. Entrei no Psiu. E cheguei a pensar que se fosse sempre como naquele dia, nem me importaria de não ter carteira.
por Didi às 12h18
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