Uma mão no bolso e a outra tocando piano
Liguei o rádio enquanto olhava os e-mails e ouvi tocar “hand in my pocket” da Alanis. Sempre que eu ouço essa mulher os meus 14 e 15 anos voltam com força total. Na época minhas companhias inseparáveis eram Duda, Isabela, Popó, Carol, Tereza e o pessoal da aula de música. Uma crise de Alanis Morissette danada. Eu me recusava a comprar o CD como se isto me diferenciasse muito das outras, quando, na verdade, escutava copiosamente o “jagged little pill” das meninas. Tínhamos o crédito de conhecer a canadense antes dela ser pop no Brasil e já sabíamos que havia um bônus maravilhoso meio escondido no fim do disco. Tínhamos a enorme tendência à imitá-la: cabelos muito compridos, roupas escuras, largas e acessórios de latão devidamente comprados na praça da Savassi. Éramos quase aquilo que hoje são as fãs da Avrill (de quem também gosto).
Não passamos muito de um visual cuidadosamente descuidado e um gosto musical bastante direcionado. Não encaramos muito mais que isso. Tínhamos que estudar matemática, história, cantar no coral, aprender violão (com uma professora que era igual adivinha quem!) e tentar, de alguma forma, uma aproximação com o sexo oposto. Éramos boas meninas disfarçadas de outra coisa que não isso. A velha história da aceitação, da idolatria, da afirmação. Coisas de adolescente que vêm juntas com notas ruins, espinhas na testa e bailes de debutantes. Tempo bom e difícil.
Depois Alanis enjoou, eu finalmente comprei o CD em uma promoção sensacional, mudei de escola, conheci outras pessoas, novas bandas, tive outras crises e acho que a senhorita Morissette ficou só no passado. Opa, mas peraí, meu cabelo está igual o dela agora... Isn’t it ironic?
“I’m broke but I’m happy
I’m poor but I’m kind
… what it all comes down to
Is that everything’s gonna be fine fine fine
I’ve got a hand in my pocket
And the other one is giving a high five”
por Didi às 10h37
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Anônimos conhecidos!
Um peixe lá da Fundação não estava muito bem. Levei o aquário para a moça que cuida dele e...
“Olha, eu acho que o Google não está legal.”
“Ah, já tem um tempo que ele está parado assim, deve estar velhinho.”
E depois ela me perguntou: “como você chamou ele?”
“Google! Não é o nome dele?”
“Não, o nome dele é Beto.”
Obs: tenho um amigo que chamou nosso colega Rodrigo de "João" durante todo o curso. E o Rodrigo sempre atendia!
Fim da primeira história. Vamos para a segunda:
“Oi, eu sou amigo do Pierre.” – um homem conversando com a minha chefe.
“Oi, desculpa, eu esqueci seu nome. Eu esqueço o nome de todos os amigos do Pierre. O único que eu lembro o nome é o... o... o...”
por Didi às 23h17
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Vindo da minha redatora predileta
"Meus amigos, Ontem fui à estréia de um novo cinema na cidade. Salas somente novas, sem muito charme. Chegamos cedo, pegamos nossa senha que dava direito ao "Combo": um baldão e um copão de pipoca. Teríamos que esperar um tempo até o filme começar, assistiríamos "Amigo oculto" um thriller no maior estilo Sexto Sentido. Procuramos então um lugar estratégico: um sofázinho no caminho da cozinha. E lá ficamos, provando uma variedade de canapézinhos e quitutes finos. A coca e a água eram servidas em jarras. Muitas pessoas aparentemente interessantes, mulheres com saltos altíssimos e coroas enxutos. Abrem as portas. Todo o requinte da coca vai por jarra abaixo. Estabeleceu-se então uma fila digna de festa com crocrete. Entre mortos e feridos, entramos na sala. Começa o que deveria ser um trailer. Imagens embassadas, saindo da tela. De repente, a sala toda ficou miope. Começamos a rir, pois era a única opção. Ficamos esperando o filme começar, com aquela ansiedade de quem está prestes a tomar muitos sustos e com o gostinho de ver um filme muito antes de sua estréia para o grande público. De repente, começa o filme: "Hitch. Conselheiro amoroso.". Sim, isso mesmo: "Hitch. Conselheiro amoroso." Frisson na sala. Aparentemente, o rolo do filme que deveríamos assistir arrebentou. Metade da sala em juízo foi embora. A outra metade que vivia um pedaço de "Férias Frustradas" decidiu ficar e rir da própria desgraça. Besteirol típico americano: Will Smith ensinando a um gordinho como conquistar uma loirona. De toda forma, rimos diante de tanta bobagem. Não sei porque me prolonguei tanto, mas acho que pra falar de amor é mais ou menos como vivê-lo, só vive quem tem paciência para ficar até o final. Lá pelas uma hora e quarenta do filme, naquela parte em que tudo dá errado e as pessoas boas sofrem uma grande injustiça, o gordinho é separado da loirona. E, em momentos de grande sofrimento, é aconselhado: "forget about it!" e então ele responde "What? I've waited my whole life to be this miserable!!!". E não é que é isso? Acho que o termo "falling in love" não é à toa. A gente tem que cair mesmo. Se entregar para se permitir amar. E depois de sofrer bastante, ser injustiçado, achar que tudo dá errado e que vamos morrer sozinhos, vem o final feliz. Igual a todo bom e bobo besteirol americano. Um grande abraço e saudades, Luiza." (Luiza Voll autorizou a publicação deste e-mail)
por Didi às 15h43
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Hoje descobri que a letra A vem de um símbolo que significava "boi" para os egípcios. Algo totalmente masculino para um letra tão feminina e vermelha!
fiquei sabendo: Show do Amaranto, sexta, 21h na Status. 10 reais.
por Didi às 11h24
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É dal mas é legal
Em uma conversa de msn com a Silvinha (amiga de infância e ex-colega de faculdade) surgiu a palavra "beijolândia" e, com ela, vários pequenos anúncios para uma utópica cidade. Também surgiu a dúvida se isso viria para cá (o blog). Acabou que veio, ainda mais que hoje é dia dos namorados de todo o mundo menos daqui. Se ficar muito estranho vou tirar. Vai que meu futuro chefe visita o blog...
Beijolândia, quem tem boca vai pra lá.
Beijolândia, um lugar sem seca.
Beijolândia, aqui só se faz bico.
Beijolândia, fica entre Tapas e Beijos.
Beijolândia, porque carinho nunca é demais.
Beijolândia, onde as amizades já nascem coloridas!
Beijolândia, uma surpresa a cada esquina.
Beijolândia, conheça nosso Smack Donald’s!
Beijolândia, o mundo mais molhado, porém mais quente!
Beijolândia, daqui todo mundo sai triste. Quando tem que sair.
Beijolândia, mais perto do que você pensava. Mas queria.
Beijolândia, cidade linda toda, toda linda ela.
Beijolândia, feche os olhos quando entrar.
Beijolândia, cala a boca e vem logo.

por Didi às 10h41
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"Baby, you're gonna miss that plane"
Acabo de voltar do cinema. Sim, estou indo demais ao cinema. É carnaval, estou em BH e estou aproveitando bastante. Este aproveitamento inclui tarefas habituais como tem sido ver a telona (uma média de quase 2x por semana em 2005).
Com tendência a diminuir a intensidade da atividade, o escolhido agora foi “Antes do Pôr-do-Sol”, continuação de um dos meus cinco filmes prediletos, “Antes do Amanhecer”.
Locação do filme: Paris. Atores: Julie Delpy e Ethan Hawke. Forte: Diálogos.
Celine, a protagonista, já era admirada na metade do outro filme, e continuou neste. Gosto de gente romântica sem se melar com isso. Desculpa se ofendi alguém. Gosto de gente que se preocupa com o mundo e gente que olha para trás rindo das bobagens que fez e não deixando de crescer com isso. Claro, também gosto muito do fato de ela falar francês e inglês fluentemente e compor músicas no violão.
Jessé já é mais bobão, embora carismático. Não se engane, eu gosto do rapaz. Ele completa os diálogos, é espontâneo, bem-humorado, doce. É, tem seu charme. Talvez seja um homem próximo à perfeição.
Diálogos naturais e rápidos devem ter se tornado uma tendência dos filmes atuais. Em Tiradentes assisti um filme brasileiro chamado “Ódiquê?” (Felipe Joffily e Gustavo Moretzsohn) que trabalhava bastante também os diálogos a ponto de parecer que estavam improvisando na hora, mas não estavam. Por isso, se for ver um dos dois filmes, se prepare: a graça está em conhecer o que os personagens pensam e como expressam isto através da fala. Pelo menos, é como eu vejo.
Estou na fila de espera da locadora para conseguir ver uma das poucas cópias de “Antes do Amanhecer”. Eu tinha ele gravado mas cadê? Neste verei um lado mais romântico da história. Dois jovens que se descobrem aos poucos e, de alguma forma, se unem para sempre. Coisa tão démodé pro carnaval...

por Didi às 22h07
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And I think to myself
Sou encantada com o seriado E.R. Sei que, vendo de longe, ele não parece ser tão bem feito e bom. Mas é. A criação dos personagens, as situações, a sensiblidade, poxa, é quase uma lição de vida...
Esta semana vi o episódio em que meu favorito morre, o Dr. Greene. Neste capítulo e ele se pergunta o que deveria ter dito à filha e não disse, algo de muito importante. Então:"Generosity. Be generous. With your time, with your love, with your life..." Um capítulo que mostra a nobreza dos bons médicos, dos bons produtores de seriado e dos bons atores como Anthony Edwards.

Este post serve também como uma homenagem aos novos médicos que virão. Parabéns, Nathalia! "Be generous always."
por Didi às 23h30
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