Vista Da Cidade


Não vão embora daqui

Lembro desse blog mesmo quando estou fazendo alguma coisa diferente, como caminhar no parque ou passar frio. Lembro desse fundo amarelo e desse título que não deve dizer nada pra mais ninguém. Ou seja, não esqueci daqui não. Mas pra quem esperava um post normal, recomendo que leiam os últimos. Esse é só pra pendurar o cartaz de "volto logo". Pra pedir que não desistam ainda. As minhas férias já estão acabando.

Deixo os Hermanos cantando "de onde vem a calma" pra vocês aqui...

De onde vem o jeito tão sem defeito
que esse rapaz consegue fingir?
Olha esse sorriso tão indeciso
Está se exibindo pra solidão
Não vão embora daqui
Eu sou o que vocês são
Não solta da minha mão
Não solta da minha mão



por Didi às 01h29
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Vovô ao telefone:
- Satisfação em ouví-la!
- Igualmente. Tudo bom?
- Eu tô supimpa e você?
- Também!
- Quando é que você forma?
- No final do ano.
- Não esqueça de mandar convite, hein?!
- Pode deixar.
- Mas se estiver fazendo muito frio eu não vou não.
- Hehe! Vai ser verão, vô.
- Que beleza. Onde vai ser?
- Na faculdade mesmo. Eu não participo da festa. É só a entrega do diploma.
- E eles deixam a gente entrar?
- Deixam, claro.
- Êh, democracia! Isso que é democracia!


E por falar em democracia, ontem começou o Festival Internacional de Curtas de BH. 10 dias de cinema pra todo mundo lá no Palácio das Artes! Assisti "Morte Branca" ontem. Triste... Mas a abertura teve boa. Ainda mais porque pessoas de bom coração nos colocaram pra dentro!



por Didi às 17h27
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E a vida imita a arte

Como queria que a vida tivesse trilha sonora para fazer dela um verdadeiro filme. Enquanto vejo na tela um beijo molhado pela chuva, me espanto por nunca ver isso acontecer de forma espontânea por aí nas ruas. E existiria cena mais bonita? É um clichê, não é?! A vida é cheia deles. Mais um.

Uma amiga hoje me informou de duas cenas vistas aqui em BH que seriam dignas de uma Hi-8. A primeira fora nas Lojas Americanas no Centro. No som da loja tocava uma música da Legião Urbana (não sou fã). Acontece que todo mundo que estava na loja começou a cantar. As pessoas, cantando, pegavam coisas na prateleira e encontravam, do outro lado, outro comprador cantarolando a música. Aconteceu algo parecido no início do ano passado comigo.

Estava na redação da TV da faculdade quando uma das minhas colegas, com uma voz muito bonita, começou a cantar "Garota de Ipanema". Essa todo mundo sabia. E começaram a acompanhar. Umas 10 pessoas entrando, quase em cânone na música de Vinícius. Foi lindo. Até a chefe cantou, e a gente ia embalando as pautas com bossa nova. "por causa do amor... por causa do amor... por causa do amor..."

Hoje foi mesmo o dia da minha amiga relatar cenas peculiares. Diz ela que na Álvares Cabral viu um homem atravessando a avenida com 10 burros atrás. Os carros pararam para ver passar um homem acompanhado por 10 jumentos... Parece uma cena que já vimos antes.

A vida pode sim imitar a arte. É só a gente ter essa percepção da Ju. E aceitar bem os clichês que surgem de 5 em 5 minutos, assim como as oportunidades. Me diz, será que vai chover?



por Didi às 17h59
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oh yeah

Existe uma grande diferença entre estar de férias e sentir-se de férias. E pensando no que pode existir de melhor nisso relembro cenas de viagens em que só entramos nos cômodos cantarolando alguma coisa, com chinelo arrastando, toalha no ombro, e pente na mão. Coisas simples como o "bom dia" do café da manhã em conjunto ou o jogo besta de cartas em cima da cama de casal para solteiros que me dão a certeza de estar de férias. Ou mesmo, aqui em BH, quando aparece um convite para um trabalho totalmente voluntário, no meio da tarde, no meio da semana e sei que posso aceitar. Férias é ler livros em uma sentada e ficar no telefone de madrugada. Férias é rever gente sumida e sumir de gente estressada. Férias também é jogo do "eu nunca", passeio com cachorros, clube com os primos (se bem que nesse frio...), arrumação do quarto (ai, ai) e locadora 24h. Férias é redistribuição de currículos, análise do passado e olho no futuro. Férias é direito de todos. Sei lá por que lembrei do Ferris! (agora deu pra entender o título?) 



por Didi às 01h19
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"Sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu!" 

Um grande abraço para todos que foram no aniversário. Para os que ainda irão no próximo (deste ano), para os que ligaram, mandaram mensagens, para os que apenas dedicaram uma lembrança, um pensamento, um estalo. Para o João e o Leandro que escreveram nos blogs as coisas mais lindas de presente para mim. Obrigada a vocês. Obrigada, Deus!

ps. vale agradecer também àqueles que perguntaram se estava fazendo 18 anos e alguns exagerados que falaram em 15 anos. Tudo bem que foi brincadeira, mas gostei demais. Continuem!



por Didi às 19h25
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Bom dia, comunidade!

Mundão velho sem porteira... Estou de volta. Voltei dirigindo! Dirigir na estrada: mais uma conquista para esses vinte e dois anos que carregarei nas costas, nas mãos, nos pés, onde for. Ao voltar, ponho em dia os e-mails, os blogs amigos, esse aqui, o orkut e... Olha, só! Não é que criaram uma singela comunidade "eu adoro a Didi". Luiza e Julinha (pra variar) inventaram isso pro meu aniversário. O orkut já é um centro de massagem no ego com aqueles fãs, testemunhais, coraçõezinhos, gelinhos e agora, uma comunidade pra mim. Pra mim??? Ah, eu não mereço, meninas... Vou criar uma para cada integrante de lá: "Eu adoro a Luiza", "Quero ser Julia Padovezi", "Admiradores da Kaká", "Grande Aluisio", "Todo mundo ama a Cintia", "Simplesmente Patrícia", "Eu conheço a Camila" e por aí vai... Brincadeira! Assim acaba a surpresa.

Depois conto um pouco sobre a viagem, as ilhas, a usina nuclear e os tubarões. Agora, venho só passar a lista de presença pro Reciclo. Já estou com a mesa reservada e algo me diz que será inesquecível pra muita gente...



por Didi às 21h00
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Aqui Sou Amiga do Rei

Aqui sou capaz de esbarrar com amigos na rua, tenho meus lugares favoritos, conheço a vizinhança e ando no centro. Aqui sou feliz e vejo na existência uma aventura. Mas vou-me embora pra Pasárgada. Na verdade vou ver o mar. Tentar ficar morena (o que não garanto). Ouvir sotaque até pegar. E sujar a mala de areia. Será por pouco tempo. Volto antes de fazer falta(!) e do meu aniversário.
Aniversário este que será com samba no Reciclo. Próxima sexta. Tem que chegar cedo pra não ficar de fora. Se vir alguém sambando para trás, pode cutucar, serei eu. Mas cuidado com o que vá dizer! Sou amiga do rei.



por Didi às 13h17
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Mil Novecentos e Guaraná Com Rolha

Ela se casaria aos dezesseis anos. Por imposição, previsivelmente, da sociedade. Bateu o pé. Não casou. Conheceu outro rapaz mais tarde. Se pareciam até fisicamente. Irmão de uma amiga. Se comprometeram tão rápido que, invariavelmente, a sociedade desconfiou.
Ele era precoce. Começara a trabalhar com sete anos. Aos nove, tomava conta de uma venda em Nova Lima. Mais tarde foi trabalhar com cereais no centro atacadista de BH, então situado na zona boêmia, região perigosa, bêbados pouco inofensivos, digamos assim...
Com 24 anos ela se casou. Com ele, claro. O comércio de cereais continuava de pé. Ela fazia de tudo para ajudar. Mas logo veio um filho. E outro, e outro, outro... Dez. A meninada falava alto, pisava pesado e comia sete mil calorias por dia mas sabia estudar e obedecer aos pais. Ele, com todo o trabalho, sempre bem humorado. Tinha dias que se escondia por debaixo da mesa enquanto todos achavam que ele já tinha saído para trabalhar. Ao sentarem-se para comer começavam a sentir os beliscões. Ele primava por cultura e até ópera alemã foi parar na casa dos doze.Ela sempre ria. Nunca reclamava. Nem encontrava motivos para tal. A melhor amiga tornara-se cunhada e os filhos tinham na família as melhores companhias.
Um dia ele se foi. Antes do que esperavam. Antes de conhecer as noras, os genros e os netos. Deixou seu exemplo, sua bela lembrança e tudo de mais valor. Deixou aqui uma neta sem conhecê-lo que herdou a mania de transformar comida em gororoba, seu jeito de andar, seu gosto por música e pela família. Também deixou ela, hoje uma avó dedicada, uma sogra amável, uma mulher firme, doce, nobre, ainda linda, ainda leal, ainda com seu coração de mãe onde ele se encontra lá no topo. E vivo, muito vivo.



por Didi às 00h28
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Peixe Com Limão

Queria renovar a matrícula para as aulas de comunicação visual. As aulas são uma delícia e os professores maravilhosos. Fazer o quê?! Tive que enfrentar a secretaria em horários de pico mais uma vez. Na parede da secretaria, convenientemente instalado, está um aquário com peixes diversos que ninguém sabe me dizer de qual raça são.
Pedi a rematrícula e algumas modificações na minha grade curricular. A moça foi lá dentro olhar e fazer não-sei-o-quê. Meu telefone tocou. Era uma amiga com uma notícia muito boa. Pior que ao receber notícias boas meu impulso é abraçar alguém. Olhei para a senhora que estava do meu lado. Ela me olhou torto. Só sorri sem ser correspondida.
Tava demorando. Algumas pessoas começavam a balbuciar reclamações. Olhei pra parede. Tinha um peixe olhando pra mim. Tive vontade de dizer "sabe o que eu acabei de ficar sabendo?". Mas era um peixe, né?! Ele estava de mau humor. Tenho certeza. Tanto, que quando outros peixes chegavam perto ele fazia com que fossem embora. Claro. Um ambiente onde todo mundo está propenso a reclamar pode contaminar os peixes. Se bem que era só ele. Os outros estavam bem. Nadando... Como a gente lá na espera. Nada. Ainda queria abraçar alguém. Que fosse o peixe. Que fosse a dona do meu lado ou até mesmo a mulher da secretaria. Coloquei o dedo no vidro do aquário. Lá veio ele com aquela boca peculiar. E foi com tudo no meu dedo sem levar em consideração o vidro. Nisto, vieram todos. Deviam estar com fome, mas eu prefiro acreditar que era o meu charme. Teve gente que riu. A moça voltou. O peixe se recompôs. Peguei meu comprovante. Agradeci. Sorri pro peixe. Ele fingiu que não me conhecia. Deixei ele e a dona que estava do meu lado. Vão se dar bem.



por Didi às 22h27
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Retiro aquilo que disse sobre não ser tão fã da vida longe dos computadores. Hoje esse aqui me fez passar muito aperto. Além de ter dado problema para ligar, sumiu com um trabalho duas vezes e fez o outro ficar preto e branco. Péssimo gostar de quem não gosta da gente.

por Didi às 18h16
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Meus

O exercício de futurologia que vi no blog da Kk e do Marcelo me inspirou. Não o suficiente para escrever uma coisa muito original ou divertida. Mas para transcrever uma brincadeira que fiz comigo mesma dias atrás enquanto estava no carro e o som não funcionava (estou esperando ele consertar sozinho como já aconteceu).
Voltava de alguma atividade quando me lembrei do meu futuro. Virei para trás rapidamente:
- Carina, larga o cabelo do seu irmão. O que que eu já te ensinei sobre violência?
- Alexandre, foi você que começou, né?! Deixa eu contar uma história... Quando conheci seu pai ele era assim como você. Encrenquinha... Gostava de cutucar os outros, fazer gracinha e depois fingir que não foi ele. Ah, isso foi difícil, gente. Por pouco vocês não ficaram só em pensamento. Mas eis que ele foi melhorando, sabe?! Mas foi um custo, a gente teve que conversar muito. Você puxou isso dele, Alexandre. Vê se melhora de uma vez pra não dar trabalho pra mais ninguém.
E Carina, pára de rir do seu irmão porque você também tem esse lado. Mas, por sorte, vocês puxaram toda a generosidade, alegria, perseverança, inteligência, humildade e o caráter dele. Seu pai é um grande homem. Um grande homem. E era por isso que eu agüentava os inconvenientes dele. Como ele agüentava todos os meus e ainda agüenta. Hehehe. Vovó sempre dizia que a gente tem que amar alguém além dos defeitos. Porque amar as qualidade é fácil, né?!
Enfim, pena que ele não deu um cabelo liso pra vocês. Mas isso só era moda na minha época. Ainda bem que passou! Vou deixá-los alí porque não posso parar em fila dupla, atenção na hora de atravessar a rua e não desperdicem a merenda que essas pílulas de danoninho estão ficando caras! Beijoca.



por Didi às 22h48
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De Belo Horizonte, Minas.

vistadacidade@yahoo.com.br


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