Vista Da Cidade


Reencontros e despedidas

Tenho tanto para falar...

No domingo, depois que terminei de postar, fui até a Rua Florida (que não é nada florida, é horrorosa) encontrar meus amigos!!! O Jorge, amigão de Vancouver, também passou por lá e, discreto que é, fez a maior festa quando nos viu! A rua inteira olhou.

Pegamos um metrô até Palermo e a Larissa nos guiou para uma região imensamente gostosa, cheia de restaurantes com mesas na calçada. Foi muito agradável! Conversamos bastante, rimos igual criança e voltamos, de taxi, pois o metrô no domingo pára às 21h. Alguém sabia disso? Nem eu.

Ontem foi o dia que separei para fazer compras. Queria conhecer os famosos outlets que não conheci da última vez que estive em Buenos (quase escrevi Vancouver).

Peguei a linha B do metrô, parei em Malabia e andei alguns poucos quarteirões para chegar até lá. Eu não sou muito fã de marcas nojentinhas como Lacoste, Dior, Puma ble ble ble. Acho que tudo é produzido pelas mesmas criancinhas chinesas que fazem as marcas mais baratas encontradas em qualquer esquina. Falo isso, embora, a Dior, por motivos óbvios, me inspire certa familiaridade.

E falo sem muito conhecimento de causa, porque nunca comprei. Ontem é que entrei em todas as lojas. TODAS! Fucei até. Realmente, não achei nada muito tcham não, e o que mais me impressionou era a falta de ar condicionado das lojas. O calor estava realmente, no limite do suportável. Tinha momentos que eu sentia que não conseguia puxar o ar para dentro dos meus pulmões. Era desesperador. Tanto que na loja das Brooksfield eu tive um colapso. Minha vista embassou. Comecei a tremer. Precisei sentar e respirar muito fundo. 10 minutos depois, achando que já estava boa, fui procurar um lugar para comprar água. Andei uns dios quarteirões e comecei a sentir aquilo de novo. E muuuuito calor. Achei um café e caí sobre a mesa dele. Interessante que eu devia estar nitidamente passando mal e ninguém se ofereceu para me ajudar. Que bonito, hein?!

Apenas alguns minutos depois é que veio uma garçonete velhinha me atender e perguntou em que poderia me ajudar. Eu pedi uma água e ela olhou pra mim com cara de dó e disse "Ustedes vai a desmanchar" (traduzido para meu portunhol). Nunca suei tanto na vida. Não estou brincando. O verão portenho é o mais forte que já enfrentei. Fiquei com muuuuita saudade de Vancouver!

Depois de lanchar lá naquele doce lugar (que esqueci o nome, mas fica na esquina da Juan alguma coisa com outra rua... ahaha), a senhora se despediu de mim com um abraço, me deu um chocolate e me desejou melhoras. Peguei o metrô e fui pra faculdade de Medicina procurar o livro da minha mãe. Sem sucesso. O lugar que eu esperava encontrá-lo estava fechado. Voltei pela sombra... e, uma vez dentro do hotel, não saí mais. Primeiro que a Livia sumiu ontem. Segundo que não estava muito bem ainda. Terceiro que esse centro de Buenos é meio perigosinho... Pedi comida aqui. E vi um especial de Seinfeld.

Hoje acordei cedo, peguei meu café! Arrumei minhas coisas e fui encontrar a Aline, a Drica e a Fê que chegaram de viagem. Elas estão num hostel aqui perto e chegamos juntas lá na porta! Foi ótimo! Que saudade delas!!!

Almoçamos num lugar chamado City Corner que eu não recomendo muito... O garçom meio grosseirão (o atendimento de BsAs precisa melhorar) e não tem troco.

De lá, demos uma volta pela Farmacity, passamos no banco e voltamos. A Aline veio pro hotel comigo pra usar o netbook. Agora a gente está aqui vendo os vídeos dela na câmera e daqui a pouco vamos pra Puerto Madero (mania do povo que chega em Buenos Aires, né).

Hoje é meu último dia aqui, porque amanhã o vôo sai de manhã.

Foi uma ótima e revigorante viagem. Mesmo com os mal pedaços que passei. Pensei muito. Reencontrei muita gente legal e conheci também outras!

Pra variar, vou morrer de saudade!

 



por Didi às 19h38



Dias 25 e 26 por acá

Depois da monotonia que foi ontem, o dia 26 chegou para agitar! Hoje fomos na feirinha de San Telmo, que gostei bastante. Almoçamos por lá, num restaurante cubículo, porém com ótima carne (não anotei o nome). Visitamos uma loja encantadora chamada Lago (San Telmo também), conhecemos uma série de argentinos mais idosos ao pedir informação sobre ônibus. A senhora me perguntou se era italiana, o senhor falou que eu deveria ser alemã por soy "toda blanca" (que ousadia falar assim!). Falamos que éramos todos brasileños, hermanos... E eles começaram a falar que amam o Lula. 

Os argentinos são muito passionais com governantes. Eu achava que era só com a deles e com o falecido esposo dela, mas estou vendo que o nosso também. Não tenho nada contra gostar de governantes, mas, sei lá, chega a ser meio vicioso isso aqui.

Enquanto esperávamos o ônibus, vi um desenho na parede de um porquinho escrito "NO ME COMAS!". Achei lindo, queria tirar foto, mas o ônibus chegou e a gente teve que catar moedas para pagá-lo. Só se paga ônibus com moedas aqui. E as moedas acabam sendo raridade. Hoje comprei uma lembrancinha e o moço fez ficar mais barato só para não me dar o troco em moedas.

Fomos para Caminito que é bonitinho, musical, fofo, mas passa rápido. Ficamos meia hora e voltamos para tomar um sorvete pelo centro, que hoje já voltou a ficar movimentadinho!

Agora estou aprontando para encontrar os amigos daqui a pouco para comermos pizza. Buenos vai me dar uns quilos a mais assim...



por Didi às 20h57



Contando os dias

Pois bem! Na quinta eu saí para a região da faculdade de Medicina, para procurar um livro encomendado. Não achei. Tive um evento com meu olho, que anunciou uma superalergia ao filtro solar que nunca deveria ter sido passado nas pálpebras (culpa do dermatologista terrorista). A moça da farmácia me salvou com seu melhor medicamento: água.

Mais tarde nadei no spa do hotel.  Ai, tão gostoso... Achei que eram 15 pesos para usar à vontade. Não. Era por vez. Mas aproveitei bem, até academia fiz. Após, mais um banho (como é quente esta cidade) e fui encontrar os tios no hotel. Andamos bem! Vimos a casa Rosada e fomos pra Puerto Madero. De tanto escolher, acabamos caindo no Fridays, o que não foi uma escolha tão ruim, mas a comida demora. Como era aniversário da Tia Quel no dia seguinte, conseguimos um bolo de regalito. Ela empolgou tanto que deixou o bolo cair. Sem problemas, catamos o bolo e comemos assim mesmo! Aham! No fim das contas, não me deixaram pagar a conta.

Ontem encontrei minha hermana querida: little Livia! Ela mora num hostel no lugar mais feio de Buenos Aires: a rua Florida. Não sou muito fã desses pontos turísticos não, mas ela está amando.

Andamos pela rua e por uma praça. Tomamos um café. Tiramos fotos, tentamos colocar o papo em dia, mas era muita coisa!

De lá fui pra Belgrano sozinha, para matar a saudade de 2008, quando estive aqui na casa da Silvinha, que era lá. Fiquei um tempo na Farmacity, andei pelas ruas. Amo essa região!

Voltei para aprontar pro jantar no hostel da Livia. Fui apresentada pras amigas dela que são ótimas! A Camilinha parece uma princesa, a Henna me lembrou a Kimmie Meissner, a Larissa é publicitária e já estudou Direito. Tinha mais gente, mas não decorei os nomes. Todo mundo era ótimo.

O jantar estava muito farto e delicioso. Larissa cozinha bem. Eu lavei as alfaces. Exatas 3 folhas! Brindamos à amizade. Foi uma cena legal.

De lá, às três da manhã, fomos para uma festa numa tal de Privilege. Saímos num escolar para ir pra festa... Se tiver a oportunidade, nunca ponha o pé nesse lugar. A música é eletrônica e chata (não consigo entender quem gosta). O banheiro é nojento e sem papel. Quando achamos papel no outro banheiro, a faxineira nos cobrou por ele. Eu não ia pagar, mas a Livia sacou uma nota de 2 pesos e deu. Que raiva!!!

A melhor coisa que fizemos foi inventar nossa própria coreografia nada a ver e colocar letras naquele som sem NENHUMA graça. Entramos numa área VIP que era ridícula, nem ar condicionado tinha (e aqui está uns 40 graus) e o único diferencial era ser mais alta que a pista. O povo brigava pra conseguir entrar e a gente saiu na primeira oportunidade. Fomos pra varandinha lá fora, ver o sol nascer. Teria sido mais bonito se a "música" não estivesse atrapalhando. Mas o nascer do sol é sempre bom. Fez bem!

Foi uma noite feliz!



por Didi às 16h55



Fotos de um dia delicioso!

Do meu superbrunch até o aniversário da titia no Fridays de Puerto Madero

 



por Didi às 14h12



Tripulação, preparar para a decolagem!

Diz se você não adora ouvir essa frase que dá título ao texto?! Acho que este comando tem um poder rejuvenescedor sobre mim. Recomendo!

Hoje acordei em Belo Horizonte. Estava um dia lindo e pulei da cama cedo para os últimos preparativos da viagem. Porém, ontem e hoje foram dias tão legais em Beagá, que deu um pouco de remorso de sair. Acontece...

Ainda hoje deu tempo de passar no hospital e visitar a nossa professora que se acidentou no início do mês. Rafa escolheu uns presentes muito lindos! E só não foi mais legal porque ele quase desmaiou enquanto a professora relatava em detalhes o acidente. Saí impressionada com o poder de recuperação dela e, mais ainda, com o poder de adaptação dela a imprevistos desta magnitude. Ela não é mestre só em Direito não, viu?!

Então peguei o ônibus do conexão, fui pro Aeroporto, fiz o check-in que não teve nenhuma novidade. A coisa agora é colocar a pasta de dente o batom num plástico separado. Só.

Aí fui almoçar no Spoleto do aeroporto e conheci a Natalice. Uma negra toda elegante (eu acho que os negros, quando resolvem ser elegantes, superam qualquer loirinho) que trabalha com moda e ia viajar pra Milão. Ela era veterinária, mas casou com um italiano quando foi estudar por lá e acabou se apaixonando pelo mercado da moda, embora seja "de gente muito difícil", nas suas palavras. Dividimos a mesma mesa de almoço, já que estava tudo lotado. Na hora do embarque, achamos que iríamos nos encontrar na sala, mesmo entrando por portões diferentes. Não aconteceu, o meu portão já era o internacional e tinha um bloqueio. Espero que ela tenha feito boa viagem!

Descobri que a polícia federal não faz mais o serviço de declaração dos bens (netbook, câmeras etc). Agora é melhor você levar o seu com cara de usado, ou então juntar todos os recibos na bolsa! Porque eles me contaram que, se implicarem com o seu produto, eles podem reter até que você prove que já era seu.

Quando o avião de BH chegou a São Paulo, a aeromoça anunciou que quem iria para Buenos Aires deveria continuar sentado lá (no avião). Eu estranhei, mas fiquei. E procurei o comissário para esclarecer. Ele disse que era isso mesmo, mas quando eu comparei os números dos vôos, vimos que não, que era um engano. Que no meu caso, teria que descer e embarcar em outro. Aí desci longe de todo mundo e fiquei tentando achar meu próprio caminho. O aeroporto de Guarulhos é gigante... e meio deserto nessa parte. Dá um pouco de aflição e eu já tinha certeza que estava perdida quando encontrei a saída.

Desembarquei e embarquei de novo. Passei no outro free shop (além do de BH que já tinha visto). Testei tantos perfumes que me deu dor de cabeça. Descobri que sou muito sensível a perfumes caros. Por isso só uso os baratinhos de bebê! E alguns outros poucos em ocasiões especiais.

O avião atrasou meia hora para pousar. Mas o que atrasou mesmo foi que alguns passageiros simplesmente não embarcaram, mas a bagagem deles estava no avião... Que mistério! Esperamos quase uma hora para ver se eles apareciam.

A danadinha da moça do check-in me colocou sentada no meio de dois homens, já que eu não consegui marcar os acentos pela internet e esqueci de comentar isso com ela. Aí, dei uma olhada no avião e mudei de lugar para um, mais atrás, que tinha só um cara na janela. Eu ficaria no corredor com uma cadeira de folga para esticar os braços, respirar etc.

Estava lá toda feliz, quando chegou o passageiro daquela bendita cadeira. Ou seja, estava condenada a viajar entre dois homens. Não fiz muita amizade dessa vez. Os dois eram estrangeiros, o do lado esquerdo estava entretido no livro dele e só parou para rir quando o comandante falou com uma alegre demais. O senhor do lado direito (que chegou atrasado) queria conversar muito. Mas tanto que eu até cortei. Depois fiquei com dó e fiz comentários do tipo "que linda a vista", "boa viagem", ele ficou com a impressão que eu era simpática, mas que não sabia falar espanhol. Ou seja, a impressão certa!

Chegando no Aeroporto Aeroparque, peguei um táxi oficial (me certifiquei com o guardinha). Deu 50 pesos até o hotel. O taxista falava muito rápido, eu não entendia nada e ele não teve muita paciência de explicar também não. Ah, nem eu.

Aqui no hotel estava tudo certinho, mas te conto que as fotos do site enganam bastante, viu?! Achei que era bem mais chiquinho... na verdade, eles usam a colcha mais feia que já vi na vida, e o quarto é bem pequenininho. Mas tem uma tv de plasma, internet e quatro travesseiros. Acho que sobrevivo!

Infelizmente, a piscina não funciona até mais de 9 da noite... isso me deu raiva. Mas vou experimentá-la tão logo possível.

Agora estou assistindo a única coisa não depressiva que tem na tv: Simpsons. Muito engraçado em espanhol... Homer chama Homero!

Aqui em baixo tem um café e acho que vou lá ver se descolo um lanchinho, já que o lanche do avião era mínimo e o que comi em Guarulhos foi uma única baguete de R$17,70 que me deixou tão chocada com o valor que perdi o paladar.

Ah! Acabei de fazer matrícula da faculdade pela internet. Ano que vem serão nueve matérias! As nove últimas de Direito. Estou emocionada!



por Didi às 02h05



Hoje vou assim

 

Se a greve deixar, eu chego lá!

;-)



por Didi às 01h13



Próximas aventuras em Buenos Aires

Acabo de arrumar as malas. Rumo à capital Argentina na quarta-feira. Se a "greve aérea" ajudar, reencontrarei amigos, farei novos e pretendo tirar muitas fotos!

Aguarde... as novidades devem aparecer por aqui, enquanto meu login funcionar!



por Didi às 00h45



Estou em Vancouver!



por Didi às 06h55



Esse vídeo realmente me faz rir



por Didi às 00h38



O casamento

    Tenho uma amiga que diz que alguns anos são considerados anos de casamento e outros, anos de enterros. Espero que não seja exatamente assim, mas este é o ano dos casamentos.

    Nestas celebrações recentes reparei algumas coisas: 1) casamento voltou à moda 2) as pessoas acreditam no amor 3) as histórias se repetem.

    Também reparei em dois erros (ao meu ver) que continuamente são praticados pelos noivos: 1) escolhem uma dama de honra de menos de 4 anos de idade que sempre chora ou olha horrorizada para a platéia maquiada 2) os noivos não aproveitam a festa porque ficam tirando fotos protocolares antes de tudo. Minha sugestão é que deixem para a tirar as fotos no final da festa, ou outro dia e aproveitem a noite (ou o dia). Muita gente vai embora do casamento sem ter conseguido cumprimentar os noivos.

    Outro dia o taxista falou que as pessoas que casam não têm idéia do que as aguarda. Eu não sou casada, mas concordo, visto que convivência é a coisa mais difícil do mundo. Mas acho que é um exercício importante e eu gostaria de praticar (um dia talvez quem sabe). Porém, acho muito engraçado o povo que fica noivo e começa a falar sobre vida a dois com os solteiros. Pedante! E mais, é muuuuito assustador ver pessoas totalmente repulsivas com uma aliança na mão. Tipo, será que realmente tem um par no mundo pra cada um??

Num dos últimos casamentos que fui, já na festa, começou a tocar um forrozinho. Não tenho a habilidade, mas fiquei com vontade de tentar uns passos. Logo todo mundo se agrupou em duplas e começou a dançar. Sobrei. Fiquei com meus passinhos sozinha até que uma mão me puxou. Era o noivo. Divertidamente e sem perder a compostura, a gente rodopiou na pista até o fim da música. Pensei sobre o fato. É admirável um homem que sabe se divertir com outra mulher sem ser vulgar, sem segundas intenções e sem medo de ser pego no flagra. Não somos bichos, Sr. Darwin. Homens e mulheres podem sim conversar, rir e dançar juntos sem necessariamente o intuito do acasalamento. Sobre isso asseguro a verdade e dou fé.

Mas o casamento... Seja lá qual for a cerimônia, a verdade é que é o dia da noiva, não tem jeito. Aí os machistas reclamam, reclamam, reclamam... e depois reclamam que as mulheres reclamam. Mas afinal, elas merecem. E o que fazem estes homens da vida a não ser procurar o que há de mais próximo de um casamento?

Casamento é coisa cara, por isso tente não ir embora cedo da festa. É simpático prestigiar seu amigo ou amiga que economizou tanto para poder comemorar com você. Também é simpático dançar alegremente e comer moderadamente. Só leve os arranjos se realmente encontrá-los no lixo. E tire o salto só depois de Twist and Shout.

Casamentos são clássicos. Grandes clássicos. Tentam inovar, colocar colares, néons, chapéus gigantes, músicas diferentes. Ok. Mas o que acontece é que a gente sempre encontra a noiva de branco, jogando o buquê e girando a saia rodada ao som de Dancing Queen. Flashes eternos. Como, a princípio, seria também um casamento.



por Didi às 00h03



O grande pai

A Lili fez um texto sobre o dia dos pais (em atraso) e eu decidi fazer um sobre o meu. Afinal, eles (os pais) são tão especiais, queridos, atenciosos e tão tão tão peculiares...

 

Meu pai é o mais velho de uma família de dez irmãos. Ele é um homem muito responsável, trabalhador e esforçado. Mas que  guarda suas características intrigantes, interessantes e enigmáticas. Vejamos algumas.

 

Pelo telefone

Papai adora comida chinesa de um lugar X. Sempre pedíamos pelo telefone quando morávamos em outro ponto da cidade. Aí, nos mudamos e o lugar X não entrega aqui, mas recomenda sua sede mais próxima de onde moramos. Ocorre que papai cisma que lá não é bom, que ele quer do lugar X, então, durante 6 meses ele ligava toda semana para lá e perguntava se eles entregavam aqui. Eles não entregavam. E ele sempre com o mesmo discurso: “Não! Lá a comida vem toda revirada. Este atendimento está horrível. Estou indo para a concorrência”. Passava uma semana e ele ligava de novo pro X.

Sem contar quando alguém liga para oferecer assinatura de alguma revista ou jornal. Aí papai costuma falar mais que a telemarkista: “Olha, moça, eu sei que você tem que vender e bater metas, mas eu não posso assumir o compromisso de pagar alguma coisa assim pra sempre. Eu não quero assumir isso. É porque eu ficarisa preso, sabe?! Por exemplo, você tem casa de praia?”, e a telemarkista, “Não, senhor”, “Pois é, imagine se tivesse casa de praia, seria obrigada a ir todo fim de semana para lá. Não poderia nem variar a praia, porque você teria sempre que arrumar a casa...”. E continuava até a ligação “cair”.

 

Mais um membro da família

 

Papai nunca quis cachorro, nunca quis fazer um carinho em cachorro nenhum. Nunca se comoveu com esses bichos. Parecia um coração de gelo até que cheguei de surpresa com o Peter. Passadas algumas semanas, ele se apaixonou pelo cãozinho. Tanto, mas tanto, que a coisa se inverteu. Hoje o Peter sabe fazê-lo doar metade do almoço para seu paladar canino. O Peter dorme na cama dele, no travesseiro dele e fica irritado se meu pai tenta qualquer coisa para impedir. Peter já comeu mais de 10 bandejas de presunto que papai “esquece” em lugar acessível para ele. E agora, (quem te viu, quem te vê), papai é um eterno defensor dos animais em todos os cantos que vai e joga pão de queijo escondido pra yorkshire da irmã.

 

Vida Perigosa

Quando eu era adolescente achava chatíssimo pedir meu pai a tal aprovação para ir à alguma festinha. Isso porque meu pai exigia uma antecedência mínima de 7 dias para ele pensar se iria deixar e fazia questão de inúmeros dados como o tipo de local, tipo de música, número de pessoas, refeições, motivações da festa etc. Era tão chato que eu quase não saí na adolescência só de preguiça disso.

Na juventude já foi mais fácil, mas ele estabelecia normas para emprestar o carro:“se levar o carro, tem que voltar até meia noite”. Então, por isso, eu quase nunca pegava o carro, mas pegava carona com a Luciana, a Luiza e outras amigas que não tinham essa limitação. Até que um dia a Luiza fez a seguinte observação “Seu pai não quer que você vá de carro por segurança, né?! Mas suas amigas podem ir e tudo bem?”. Ironicamente, sim.

Também na época da escola, eu costumava voltar à pé ou de ônibus, mas papi leu nos jornais que a cidade estava mais violenta e passou a cobrar que eu voltasse de táxi quando não tivesse carona. Balancei a cabeça e continuei voltando à pé ou de ônibus, afinal, eu voltava com meus colegas, era realmente superseguro no sol da tarde. Certa vez, descendo do ônibus, dei de cara com o carro do meu pai na rua. Na culpa, acabei ligando pra ele e esclarecendo a situação. Em vão, pois ele nem tinha me visto...

 

Direção

Meu pai é realmente uma pessoa admirável. Ele sabe escrever bem, é um ótimo calculista, entende de construções, máquinas, informática, biologia, demografia, estatística... Ele é um “cabeção” como dizem alguns. Sempre dá aulas extras para os sobrinhos em recuperação e foi quem, a vida inteira, me ajudou a passar em matemática.

Mas se tem uma coisa que papai ainda pode aperfeiçoar, é no volante. Ele dirige focado em outros assuntos e acaba atrasando a vida de todo mundo. Exemplos? Quando eu era pequena, achava que o certo era andar no meio de duas pistas. Também achava que dar seta era uma mania da minha mãe. Mas como ele dirige bem devagar, é quase inofensivo aos outros seres da rua. Perigo só para os apressados.

Mas até que ele ganha de mim na corrida de elevador...

 

Leituras

 

Meu pai e eu temos o hábito de ler na cozinha. É nosso ponto de encontro. Atualmente estamos lendo o livro nutricional chamado “Uma Maçã por Dia” que fala sobre mitos e verdades em torno dos alimentos (ótimo, recomendo!). Um de nós lê, o outro ouve e depois comentamos o capítulo lido. Quando não é o livro, é jornal, revista, teste de revista etc.

Porém, me intriga que papai nunca lê meu blog. É zero coruja, sabe?!

Aí descobri uma forma de fazê-lo ver coisas que eu quero que ele leia: mando por e-mail.

Ele sempre vê tudo que está no e-mail. Todos os powerpoints, tudo tudo tudo. Ele vê com a maior paciência.

Então, papi. Este texto vai para o seu e-mail. Vai também para o meu blog.

Espero que considere uma homenagem. Pois falar de você é falar bem, e é também sentir saudades do meu companheiro de xadrez, de caminhadas, de restaurante à quilo... É querer ser uma filha melhor para o melhor pai do mundo. E também, o mais divertido!



por Didi às 01h15



Sampa, Beagá e Rio

 

Recebi um e-mail de feliz aniversário da moça que cortou o meu cabelo em São Paulo. E não era um e-mail padrão. Ela comentava coisas que conversamos no salão e dava os votos de felicidades.

Fiquei impressionada. Primeiro porque ela se lembrava, segundo porque ela se deu ao trabalho de ir até o computador escrever uma mensagem fofa para alguém que nem será cliente com freqüência, uma vez que eu moro em BH e só estive em Sampa a passeio.

 

São Paulo é uma cidade maravilhosa na questão relacionamento com o cliente. E, com certeza, isso se deve à enorme concorrência. O ambiente mental da cidade vibra a vontade de agradar na medida certa. Estivemos num bar/restaurante chamado Bar da Onça e chegamos bem depois da hora de fechar, eles apenas aguardavam os últimos clientes fecharem a conta. Atenderam-nos com cortesia e explicaram que a cozinha já estava fechando. Lamentamos, explicamos que éramos mineiros... E, quando viramos as costas, ouvimos o chamado. Eles reabriram. Ofereceram o que havia de melhor e reaqueceram a máquina dos churros para provarmos a famosa sobremesa. Ficamos fãs!

 

Em outro ponto, numa loja de roupas, comprei algumas peças em promoção e terminava de pagar quando perguntei com fome: “Tem alguma lanchonete aqui por perto?”. A gerente informou que tinha uma muito boa há duas quadras. Começou a explicar e mudou de idéia, “ah, eu vou lá com você”. Ela foi, me apresentou o lugar e lanchou comigo. Contou que nascera numa tribo indígena e foi morar em São Paulo com 10 anos. Uma história superinteressante que ganhei de brinde na hora do lanche.

 

Fora isso, tivemos ainda diversos outros bons atendimentos, pequenos gestos de delicadeza e a boa vontade que sentimos em cada pessoa.

 

Em BH, temos de tudo: pessoas com boa vontade, pessoas com má vontade, pessoas com vontade alguma. Claro, em Sampa também, mas eu defino a boa como padrão para lá. Gosto muito do atendimento do Creps, por exemplo. Os funcionários já sabem o ponto que eu gosto da massa e são sempre, sempre, sempre muito simpáticos. Gosto também da maioria das lojas. Ontem a Giullia da Maria Filó foi tão cortês ao trocar uma blusa que acabei gastando mais e levando mais blusinhas. Assim como as meninas da Chilli Beans, Lucy in the Sky e várias lojinhas, feirinhas, brechós, salões etc. Porém, existe uma... ali na rua de trás do Diamond Mall que me deixou chocada com o atendimento. Além da mulher não levantar da cadeira para receber ninguém, quando eu perguntei se era fabricação própria, ficou “ofendida” e começou a reclamar que eu nunca perguntaria isso se fosse numa loja famosa. Sabe esse complexo de inferioridade mineiro? Ridículo. O porteiro do prédio do lado falou que todo mundo sai da loja reclamando do atendimento. E pega mal pra Beagá, né?! Sem noção...

 

No Rio eu era fã de tudo. Tenho muita vontade de morar naquela praia. Lá também dá de tudo. Mas a maldita malandragem também é freqüente. Se você é turista, cobram mais caro. Na conta, os 10% do garçom eram 13%. Numa casa da Lapa, depois de meia noite, mulher paga, mas eles te seguram até 23h59m para cobrarem depois. Não aceitei. Mas, tirando isso, muita gente é fofa também. Adoram mineiros.

E isso não é necessariamente só em relações de consumo. Em BH existe um fenômeno acontecendo que é o de excesso de mulheres. Aqui as mulheres, em sua maioria, são lindas, interessantes, simpáticas e inteligentes ao mesmo tempo. Enquanto os homens, os mimadinhos de cassa, são estranhos, medrosos e muito imaturos. Mas temos ainda salvação. Adoro minha turma da faculdade. Adoro meus colegas de trabalho. Nem tudo está perdido. Além disso, temos sempre a possibilidade de botar o pé na estrada e rever esse mundo mágico da gentileza, da beleza do gesto, da doçura no trato do dia-a-dia.



por Didi às 12h32



Na alegria e na tristeza

 

Sábado passado foi aniversário dele e não pudemos comemorar juntos porque tive um curso o dia inteiro.

A questão é que todo sábado a gente sai junto como se fosse a primeira vez. Saio orgulhosa de estar ao lado dele. E acho que ele sente o mesmo. Isso nos faz muito bem. Portanto, hoje o texto é brega. Porque, como diria a Thais, “o amor é brega”.

Ele é um constante motivo de alegria. Sempre divertido, esteve do meu lado nos piores e melhores dias.

Nossa sintonia é a melhor. Com um olhar, ele sabe o que estou sentindo. Algumas vezes me faz rir, outras, oferece um abraço. É a única carência da qual não tenho aflição.

É amigo dos meus amigos. Se dá bem com a minha família. Tem preguiça de gente fresca(!).

É um exemplo de disposição, companheirismo e superação.

Sabe me esperar e sabe me apressar. Sabe, inclusive, pedir desculpas.

Em uma de nossas últimas brigas, fiquei chateada, enfiei o dedo na cara dele. Falei alto. Ouvi também. Por fim, cansada de brigar, sentei ao seu lado na cama. Triste, pegou minha mão devagar. Deitou-se sobre ela como quem pede trégua. E, com ternura, estava desculpado.

Ele é certamente um grande amigo. Quiçá o melhor. Já me livrou de um assalto. Já me curou de doenças. Cabra macho, mas carinhoso. Forte, mas dócil. Esperto, mas leal. É meu guia, meu prozac, meu porto seguro, minha eterna paixão à primeira vista.

Com Peter sei o que é amor incondicional. E agradeço a Deus por esse presente maravilhoso.

Quero pra sempre esse cachorrinho. Na alegria e na tristeza. Na saúde e na doença.

É de amor que estou falando.

 

 

Ps. ;-)



por Didi às 16h15



De frente para o espelho

O caso que vou contar agora aconteceu com uma amiga de uma amiga da minha mãe. Embora esteja muito distante e pareça mentira, é verdade. Mas tanto faz se acreditarem ou não. Também sou mais adepta à pulga atrás da orelha que à crença.

O garoto estava assistindo a avó se aprontar. Ela fazia escova, passava base, blush, rímel, lápis de olho e batom.

- Vovó, pra que isso tudo? - ele pergunta.

- Ora, pra ficar bonita! - vovó fofa.

- E por que não fica?



por Didi às 18h43



Ser ou não ser Susan Boyle

Me desculpem os esquentadinhos, os impacientes, os bicudos, mas eu vou falar do assunto da vez e não é gripe suína, crise, emprego e desemprego. Eu quero falar dessa senhora que deu um “calaboca” na antipatia do mundo que faz a gente engolir 98346246 pessoas arrumadinhas-frescas para ter direito a um pouquinho de qualidade.

O vídeo que enfeitiçou todo mundo na Internet me foi passado pelo Flávio (o mesmo que me apresentou o orkut, o limewire e todas as coisas que já foram novidades virtuais). Na hora, achei bonito, simpático, nada mais. Depois entendi o que aconteceu. O povo gostou de ver alguém fora dos padrões subir na vida, encantar, e bater récordes inimagináveis. Porque a gente tem pouca chance mesmo. E talvez tenhamos pouco talento também. Mas é bom quando alguém mostra que é possível.

Requer a capacidade de enxergar nossos sonhos realizados na vida dos outros. Já enxerguei muitos! É só conseguir segurar a inveja.

Só que outro dia, em conversa de salão (!) a gente se perguntava por quê tragédia faz tanto sucesso. E nossa conclusão foi triste: parece que gostamos de saber que existe gente no mundo pior que a gente. Assim a inveja não corre o risco de aparecer. Gostamos de falar “que coisa horrível que ele fez, como pôde?” e nos sentir um pouquinho superiores. Só porque não somos horríveis... Que diferencial...

E a verdade é que Susan Boyle inverteu esta regra. Como o jornal dizia “Is Susan Boyle ugly? Or are we?”. Ela engoliu as risadinhas para rir por último! Inverteu nossos (pré)conceitos. Enquanto a gente se gabava de não aparentar uma idade maior, de beijar na boca desde cedo, de viajar sem os pais, ela se dedicava à mãe, ao vilarejo, ao som das músicas e pouco tinha de relacionamento com homens. E mais uma vez a história do patinho feio mostrou sua lição. Entre o que temos e o que ela tem, desculpem, senhores, Susan Boyle é melhor que a maioria de nós.

E isso, agora, nos faz feliz. Quando a platéia debochada aplaude de pé e suplica por perdão internamente. Susan se despede, com um beijo afetuoso e o sorriso verdadeiro. Isso, sim, nos faz bem. Não faz?

 

Ps. Veja também o Paul, mas segure o choro.

 



por Didi às 01h54


 

De Belo Horizonte, Minas.

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